domingo, 30 de setembro de 2012

O Mentalismo e a Mediunidade

PERGUNTA: - As tradições antigas da magia afirmam que o Universo é uno: tudo que existe não passa de parte de um "Todo" estupendo. Essa Unidade divina, acima das religiões e religiosidade terrenas, nos assusta, pois a consideramos algo muito abstrato e longe de nós, pessoas comuns. Agrava-se nosso distanciamento porque sempre fomos levados a acreditar que esta ou aquela doutrina é a verdadeira. Se não dispensamos um altar, uma vela acesa ao santo de fé, o passe magnético semanal no centro, os cânticos, as defumações, as contagens de pulsos magnéticos, o estalar de dedos, as preleções evangélicas, a água fluidificada, as essências odoríficas, como aceitar um Deus imanifesto, longe de nossas limitadas percepções?

RAMATÍS: - Vossa incapacidade de compreender Deus em toda a sua plenitude é como a necessidade da inércia e do atrito nos mundos inferiores, que servem para despertar poderes latentes da alma.

Quando um mago tenta, pelo seu poder mental, movimentar uma forma plasmada no Astral, encontrará resistência que deve ser superada. As forças contrárias que o impedem de mover, pelo pensamento, as formas sutis, são proporcionais à sua falta de controle mental.

Logo, o magista, antes do conhecimento das coisas mágicas, da manipulação das energias cósmicas, terá de educar a mente. Embora para o mago neófito isso pareça um mal, na verdade não é; a força de inércia das formas astrais é o que vai levá-lo a desenvolver o controle mental.

Assim, pode vos parecer um mal, na vida física, o atrito de vossos pés com o solo, nos momentos em que sentis dores pelas longas caminhadas; ou quando, ao levantar um fardo pesado, vossa coluna é fisgada de maneira quase insuportável. Tendes de fazer força para conseguir caminhar, pegar os objetos e movimentá-los. O esforço de superar o atrito e a inércia vos desenvolve habilidades. Inicialmente, quando pequenino, mal conseguíeis engatinhar; vede tudo que conseguis fazer agora.

O princípio da restrição funciona na câmara de compressão, no cilindro e no pistão de vossos possantes automóveis; o vapor é posto para trabalhar movimentando vossas embarcações; sem a força no pedal não conseguireis andar de bicicleta, e sem o atrito do ar vossos modelos de aeronaves não planariam, por mais potentes que fossem as turbinas.Portanto, o mal da inércia não é verdadeiramente um malefício, mas uma necessidade do Universo manifestado em que estagiais evolutivamente.

Vossa consciência precisa da força contrária imposta pelas formas manifestadas em vossa dimensão existencial, sob pena de alheamento do espírito enclausurado no corpo denso, que, do contrário, não conseguiria perceber as nuanças da Criação em toda a sua potencialidade.As suas vibrações mais sutis passariam despercebidas pela mente rebelde, qual cavalo solto em correria desenfreada.

As formas que auxiliam a ligação com a Divindade, seja um altar, uma vela, uma imagem do santo de fé, a palavra de um orador, o passe magnético, a água fluidificada, os cânticos, a música instrumental, o pai velho com o galho de arruda, as contagens de pulsos e o estalar de dedos, entre tantas outras, nada mais são do que meios, para vossa sensibilidade embotada, de vos ligardes ao Divino, que não é propriedade de nenhuma religião ou doutrina da Terra, mas de todas ao mesmo tempo. Deus em todas está, por sua onisciência e onipresença, como afirmava nosso irmão maior, Cristo-Jesus, que não participava de nenhuma crença doutrinária de antanho: "Eu e meu Pai somos um". O Rabi não tinha necessidade de pontos de apoio no mundo da forma para perceber o Criador incriado, em virtude da amplidão de sua consciência, adquirida em encarnações passadas em muitos planetas do Cosmo imensurável.


Livro “Vozes de Aruanda”, Espírito Ramatís, Babajiananda, Médium Norberto Peixoto – Ed. do Conhecimento

O Tempo de Deus

"Deus não tem pressa! Mesmo que os meus filhos, que se consideram rebeldes, não atendam de imediato ao chamado da eternidade, Deus sabe esperar. Ainda que nossa fé ameace se apagar, com uma chama que se esvai, Deus espera que nos reacendamos com a força oculta do amor.

Quando os nossos dias parecem muito tumultuados e nossas emoções nos fazem mais sensíveis, Deus sabe esperar. Na verdade, meus filhos, Deus, que é Pai, não espera pessoas capacitadas para servi-lo na tarefa do bem. Sabendo Ele da nossa rebeldia e demora nas decisões, nos utiliza como somos e aos poucos capacita cada um, à medida que surgem as necessidades.

Os bons espíritos não desejam médiuns santos ou indíviduos santificados, sem dificuldades e problemas. Trabalham com aqueles que se disponham a ir em frente, a evangelizar com seus exemplos, duramente conquistados e alicerçados em experiências concretas e dignificantes. Em geral, os santinhos, os bonzinhos ja foram canonizados pela multidão ávida de ídolos e de ilusões.

Nosso Senhor nos disse que não veio para os santos, mas para os pecadores. Não veio para os salvos, mas para as ovelhas perdidas. Pense nisso e não fique por aí cobrando de você mesmo aquilo que ainda não está preparado para dar. Deus não tem pressa; você é que é exigente. E pai-velho pode dizer mais: tanta exigência assim é resultado da imaturidade e de sentimento de culpa.

Deus deu como meta a perfeição, mas estabeleceu como prazo a eternidade e, como companheira dessa caminhada, a paciência, pois Ele sabe que estamos muito distantes do ideal e ainda não atingimos a angelitude.

Deus o quer como humano, não como anjo. É preciso antes humanizar-se para então aperfeiçoar-se.

Os anjos voam longe, e o Pai precisa de você aqui, com os pés firmes no mundo para auxiliá-lo no processo de aprimoramento da humanidade. Seja humano, mesmo com aquelas características que você identifica como defeitos. Não desista, permaneça ligado à fonte do infinito bem e, aos poucos, à medida que sua consciência desabrochar, expandir seus horizontes, você se livrará da carga da culpa e das punições. Trabalhe, ame e prossiga como você está, esforçando-se para melhorar.

Porém, sem essa, meu filho, de ficar lamentando o tempo perdido. Quanto mais você se lamenta, mais deixa de caminhar. Não perca o seu tempo com culpas e desculpas.

Errou? Continue caminhando. Caiu? Levanta-se e prossiga. Não precisa justificar nada, pois enquanto justifica já perdeu maior tempo. Prossiga na certeza de que Deus e os bons espíritos não têm pressa em sua perfeição. O Pai sabe investir no tempo e espera apenas que você dê uma chance a si mesmo e a Ele para elaborar aquilo que, em meio a toda pressa, você esqueceu: sua humanidade. Não deixe de ser humano. Seja você mesmo.

Deus ainda não desistiu de investir em você. Por que continuar teimando em manter este estado infeliz em seus pensamentos e em seu coração?

A hora é de ir avante, continuar trabalhando por dias melhores. Trabalhar, perseverar e não desanimar, ainda que às vezes você ache que não está bem. Está dudo sempre muito bom, meu filho.

É preciso que você aprenda a ver o lado bonito de tudo, em todas as situações. Deus confia em você. Depende de você a confiança em Deus. Tenha certeza de que Ele, o Pai, estará com você na medida exata em que você estiver com Ele."

Espírito Pai João de Aruanda, Médium Robson Pinheiro

A Vida Após a Morte é Obra de Cada Um

Como foi falado no tópico sobre reencarnação, todos temos mais ou menos um tempo de vida, onde foi planejado um conjunto de resgates, encontros, lições e etc.

Esses acontecimentos podem ser entendidos como tendências da sua vida e não como destino, ou seja, tudo isso será atraído para você, os resgates podem ser minimizados ou até evitados pelo seu “estilo” de vida. No caminho contrário, os benefícios podem não chegar até você, pelo mau uso dos bens materiais e espirituais concedidos ou pela cegueira espiritual em que o encarnado se encontra.

O suicida não tem o direito de tirar a sua vida.  Não foi o espírito que criou a vida, a vida é um “milagre” do criador, que dá a oportunidade de crescimento para seus queridos filhos. Somente ele, em sua sabedoria infinita tem o direito de retirá-la.  Com ou sem dificuldades, muito doente ou cheio de vícios e erros, abandonado ou demasiadamente idolatrado... Não existe desculpa para o suicídio.

O espírito ficará em estado de sofrimento e só poderá ser resgatado pelos amigos espirituais quando o tempo estipulado para sua vida terminar.  Isso não é uma regra absoluta, existem variáveis que podem minimizar ou até compartilhar com outros a responsabilidade do suicídio, contudo, isso é o que acontece na maioria dos casos.  O suicida pode ficar ligado aos seus restos mortais e sentir a sensação da decomposição do seu corpo físico, isso acontece porque o fio de ligação não foi devidamente rompido, o corpo está morto para o mundo, contudo, o espírito continua ligado.

O sofrimento após a morte daquele que se suicida não é interminável, mas, para aquele que sofre parecerá não ter fim. A grande maioria entra em estado de loucura, porque revive a todo o momento o ato que realizou. Na sua tela mental ele revive os últimos momentos e sente a dor e o sofrimento que causou a si mesmo. Mergulhando em um mundo de alienação ele não enxerga quase nada a sua volta, não consegue sentir a presença daqueles que o visitam periodicamente para orar em seu favor.

O suicida também é presa fácil dos espíritos trevosos, que sugam sua vitalidade.  Em alguns livros nos é falado sobre o Vale dos Suicidas, lugar para onde são “atraídos” os irmãos que decidem abandonar o corpo pela própria vontade. Após a leitura de vários livros, acredito que os suicidas podem ser levados a diferentes tipos de regiões do astral inferior, tudo depende dos agravantes e atenuantes de sua responsabilidade e dos atos cometidos durante a vida.

Religioso ou Ateu, Rico ou Pobre, Poderoso ou Desconhecido, Médium ou Padre, todo aquele que se suicidar sentirá o peso cruel do próprio ato. Conhecendo ou não o plano espiritual ele experimentará a alienação do seu próprio assassinato.

PARA AQUELES QUE CONHECEM UM POUCO DO PLANO ESPIRITUAL, NÃO ACONSELHO A FICAR PENSANDO.... COMO SERIA BOM IR PARA O OUTRO LADO!!! OU EU QUERO MORRER PARA VIVER NO MUNDO DOS ESPÍRITOS!!!

O pensamento é matéria de outro plano, a vontade do espírito é força criadora, se você pensar em morrer, você acabará morrendo e se tornará um suicida inconsciente, passando pelos mesmo sofrimentos do suicida consciente.

Aqueles que são viciados em álcool, cigarros, drogas e etc, acabam diminuindo o seu tempo de vida, e também estão sujeitos a esse tipo de sofrimento depois da morte. André Luiz, no livro Nosso Lar, mostra com suas próprias palavras o sofrimento de um suicida inconsciente (ele próprio), como era considerado:

" Eu guardava a impressão de haver perdido a idéia de tempo. A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito.

Estava convicto de não mais pertencer ao número dos encarnados no mundo e, no entanto, meus pulmões respiravam a longos haustos.

Desde quando me tornara joguete de forças irresistíveis?  Impossível esclarecer.

Sentia-me, na verdade, amargurado duende nas grades escuras do horror. Cabelos eriçados, coração aos saltos, medo terrível senhoreando-me, muita vez gritei como louco, implorei piedade e clamei contra o doloroso desânimo que me subjugava o espírito; mas, quando o silêncio implacável não me absorvia a  voz estentórica, lamentos mais comovedores, que os meus, respondiam-me aos clamores. Outras vezes gargalhadas sinistras rasgavam a quietude ambiente. Algum companheiro desconhecido estaria, a meu ver, prisioneiro da loucura. Formas diabólicas, rostos alvares, expressões animalescas surgiam, de quando em quando, agravando-me o assombro. A paisagem, quando não totalmente escura, parecia banhada de luz alvacenta, como que amortalhada em neblina espessa, que os raios de Sol aquecessem de muito longe.

E a estranha viagem prosseguia... Com que fim? Quem o poderia dizer? Apenas sabia que fugia sempre... O medo me impelia de roldão. Onde o lar, a esposa, os filhos? Perdera toda a noção de rumo. O receio do ignoto e o pavor da treva absorviame todas as faculdades de raciocínio, logo que me desprendera dos últimos laços físicos, em pleno sepulcro!

Atormentava-me a consciência: preferiria a ausência total da razão, o não-ser.  De início, as lágrimas lavavam-me incessantemente o rosto e apenas, em minutos raros, felicitava-me a bênção do sono.  Interrompia-se, porém, bruscamente, a sensação de alívio. Seres monstruosos acordavam-me, irônicos; era imprescindível fugir deles. "
 
9. A Nova Vida para os Assassinos, Caluniadores, etc.

Compartilharei uma conclusão que tive após ler vários livros sobre desencarnação.

Todas as pessoas que prejudicam outras, sentem um “certo” remorso, contudo, a grande maioria ignora essa "voz interior", o impacto dela é muito pequeno, a culpa vem, mas logo o encarnado consegue se desfazer do pensamento, realizando outros atos maldosos ou continuando a sua vida.

Contudo, após a morte tudo fica diferente, não é mais uma “voz interior” e sim um Grito Ensurdecedor da Alma que transfere para o desencarnado toda a consciência de culpa do erro cometido. A sensação de “culpa” dos desencarnados é implacável, ele não consegue mais ignorar esse sentimento, já que não possui mais o corpo físico para aliviar os impactos emocionais.

Bom, podemos concluir então que aquele que prejudica alguém, no fundo, sempre se sente culpado, mesmo que não admita, e é essa culpa a brecha para todos os tipos de sofrimento que ele padecerá, enquanto continuar encarnado e também após o seu desencarne, caso não mude a sua postura.

Vamos então exemplificar no caso do assassino... Se o João mata o Pedro, Pedro continua existindo, só que em outro plano. Se o Pedro for um espírito bondoso e com algum discernimento espiritual ele perdoará João e seguirá o seu caminho, alcançando esferas de luz e amor. No entanto, a “brecha” de João continua e ele será obsediado, através dessa “culpa” interior por espíritos das trevas, que serão atraídos por esse tipo de vibração.

Existem legiões de espíritos que se julgam “justiceiros”, acham que tem o direito de fazer sofrer aqueles que praticaram maldade, seja por motivo de vingança, seja por motivo de justiça. Espíritos amigos nem sempre podem interceder, já que o faltoso tem compromissos graves com as leis divinas.  O João também pode se tornar um joguete de espíritos maldosos que o manipularão para realizar outras maldades, da obsessão se tornará possessão e após a morte o João se tornará escravo desses espíritos manipuladores.

Uma outra possibilidade é Pedro não ser um espírito bondoso, e, se tornar completamente fechado as inspirações de amor e perdão que serão passadas pelos espíritos amigos.  Ele perseguirá João de todas as formas possíveis. Como João possui uma dívida, ou seja, uma brecha cármica com Pedro, aos poucos Pedro conseguirá obsediar João e fará de tudo para que sofra até os últimos dias de sua vida. Provavelmente espíritos trevosos, hipnotizadores, vampiros, obsessores, manipuladores se aproximarão de Pedro, ensinando-o várias técnicas de obsessão.

Pedro esperará João e quando esse morrer, realizará toda sorte de maldades. O fim desse ciclo, que necessitará provavelmente do renascimento do grupo envolvido, só ocorre através do auxilio de instrutores abnegados, que com paciência e amor esperam que os vingadores “cansem” de fazer maldades e que o “faltoso” esteja apto a ser ajudado.

Chegamos a conclusão que aquele que se compromete na Terra por prejudicar alguém sente um peso tão grande da culpa que isso o impede de ser levado para regiões de Luz.

Se desejar mudar o seu destino terá que acordar para a verdade e, além disso, se sentir merecedor de uma nova chance.  

Buscamos mostrar, em aspectos gerais o que acontece, lembrando que cada caso tem suas características próprias.Um assassino pode mudar todo o rumo de sua vida. No caso de se arrepender ele pode dedicar sua vida ao amor, a paz e a solidariedade. Modificando completamente o seu campo vibratório ele poderá modificar a brecha cármica que abriu.  Embora não se eximindo de sua responsabilidade, que um dia será cobrada pela justiça divina, ele prepara a colheita para a vida após a morte, podendo assim receber a ajuda das equipes espirituais. Todos temos a chance de modificar nossas vidas, ninguém nasceu para sofrer, a Luz do Amor Divino pode ser alcançada por todos.  Retiramos a seguinte passagem do livro Voltei, do Irmão Jacob:
 "... Disse que o irmão em crise realmente fora homicida em outra época, mas trabalhara em favor da regeneração própria e a bem da Humanidade, com tamanho valor, nos últimos 30 anos da existência, que merecera carinhosa proteção dos orientadores de mais alto..."

Do livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz, retiramos o seguinte trecho:  "Criminosos que mal ressarciram os débitos contraídos, instados pelo próprio arrependimento, plasmam, em torno de si mesmos, as cenas degradantes em que arruinaram a vida íntima, alimentando-as à custa dos próprios pensamentos desgovernados.

Caluniadores que aniquilaram a felicidade alheia vivem pesadelos espantosos, regravando nas telas da memória os padecimentos das vítimas, como no dia em que as fizeram descer para o abismo da angústia, algemados ao pelourinho de obsidentes recordações.  Tiranetes diversos volvem a sentir nos tecidos da própria alma os golpes que desferiram nos outros...".
 
10. O Desencarne de seres Altamente Evoluídos

Os seres altamente evoluídos, como os Mestres e Santos, conseguem realizar por vontade própria o desligamento do seu corpo físico.  Se assim for a vontade do homem auto-realizado, ele pode se desligar do corpo com tal velocidade e de tal forma que as poderosas energias que circulam pelo seu corpo etérico são absorvidas pelo corpo cadavérico, mantendo por longo tempo o corpo coeso.  Esses seres nada sofrem porque não vivem na terra, mas mergulhados no na infinita consciência divina, eles não são mais iludidos por maya (a grande ilusão) e por isso partem para planos mais sutis, podendo habitar planos acima do astral.
 
11. A Nova Vida para os médiuns

Coloquei esse item por saber toda curiosidade e mistério que circundam aqueles que são médiuns. O médium não foge a nenhuma regra que expomos aqui. Ele está sujeito as mesmas energias de atração, apego e conduta. Contudo, a boa, má ou não utilização dos dons que recebeu influenciam e muito no que acontecerá após o desencarne.

O que utilizou de forma produtiva a sua mediunidade, ajudando os que sofrem receberá o benefício da intercessão dos que o amam e sentirá o valor das preces que receberá durante o período de desencarne.  O que não utilizou para nada a sua mediunidade estará sujeito ao seu apego e conduta, contudo, assim que sua consciência se dilatar ele sentirá uma frustração imensa por não ter utilizado o benefício QUE ELE SOLICITOU para ajudar o próximo.

O que utilizou a mediunidade com objetivos egoístas e para benefício próprio fica entregue aos espíritos de baixo padrão com que se afinizou durante a vida. Muito provavelmente será explorado de todas as formas possíveis, pois os espíritos que durante a sua vida atenderam seus pedidos, agora se acham no direito de utilizá-lo da maneira que acharem melhor.
 
12. As sensações físicas, vícios após a Morte – A nova vida dos viciados

O título aqui não fala somente sobre os viciados em Álcool, Fumo ou Drogas, também estão envolvidos os que são apegados a qualquer tipo de “sensação” experimentada na terra.

Os desejos estão no espírito e não no corpo físico, por isso, a maior parte dos recém-desencarnados continua sentindo os "desejos" físicos, sejam eles a fome, a sede, as compulsões, a sexualidade e etc. Ramatís nos fala de forma clara sobre isso no livro Fisiologia da Alma :

"...Na verdade, os vícios terrenos não devem ser encarados como "pecados" ofensivos a Deus, mas apenas como grandes obstáculos e empecilhos terríveis que, em seguida à desencarnação, se transformam em uma barreira indesejável mantendo o espírito desencarnado sob o comando das sensações inferiores..."

Embora fumar ou beber não represente sofrimento para os espíritos após a morte, o vício o incomodará. Sendo uma alma amorosa e com algum discernimento espiritual, ela sofrerá da abstinência como qualquer outro espírito e terá que escolher entre os dois possíveis caminhos dos viciados após a morte:

- Lutar contra si mesmo e abandonar o vício, mesmo que esse o acompanhe por algum tempo.

- Se tornar um vampiro das emanações geradas por encarnados. Encarnados viciados em cigarro enviam para o astral, da quebra das toxinas, elementos tóxicos, que são absorvidos por esses ObsessoresVampiros. Como a absorção do vampiro é menor e o seu vício é tão intenso quanto o do encarnado, ele o estimula a cada vez tragar ou ingerir mais elementos tóxicos. Os viciados em sexo também emanam energias de baixo padrão que são absorvidas pelos ObsessoresVampiros das sensações sexuais e assim temos toda sorte de atração entre viciados encarnados e vampiros que se afinizam com aquele tipo de vicio.

Em vários livros podemos constatar a dificuldade dos espíritos recém-libertos de se desvencilhar do condicionamento físico, sejam os vícios da sede, forme ou sexo. Conforme o espírito vai se desligando da sua última encarnação e dos laços físicos, o seu teor vibratório muda e com isso as sensações vão se extinguindo ou conseguem pelo menos ser controladas, tudo vai depender do esforço e grau de evolução do espírito, não existe regra.

As toxinas aderidas ao corpo através, por exemplo, do fumo "grudam" no períspirito, ou como chamamos também, corpo astral. Essas toxinas vão dificultando o contato com os corpos superiores e com os amigos de mais alto padrão vibratório. O espírito tem dificuldade de contato superior e além disso, está carregado de energias tóxicas.

Quando ele desencarna, essas energias continuam "grudadas" no corpo astral, elas precisam ser expurgadas.

Alguns moribundos ficam acamados dias, as vezes meses. Embora isso seja muito difícil para ele e para a família, esse tempo hospitalizado PODE ser utilizado como uma benção, para expurgar as energias deletérias agregadas ao corpo espiritual.

Se o espírito tem um coração puro e é merecedor da ajuda espiritual podem acontecer coisas interessantes como a que li em um livro que não me lembro o nome, onde uma senhora, merecedora de carinho infinito por muitos, recebeu a proteção espiritual depois do desencarne até que seu corpo espiritual expurgasse as toxinas aderidas por causa do seu vício.

Vale lembrar que são poucos os casos de pessoas que conseguem manter o padrão vibratório alto, tendo um vício, para a maioria dos casos a morte vem como um BASTA para o seu vício e isso não é muito bem aceito.

É importante o espírito encarnado entender as conseqüências do seu vício, porque hoje ele é obsediado, mas amanhã ele se tornará o obsessor.

Retiramos o trecho abaixo do livro Mensageiros, de André Luiz para uma meditação sobre o desregramento de muitos durante a vida:

 " - Notam-se, de fato, grandes lacunas na expressão mental do moribundo. Vê-se que atravessou a vida humana obedecendo mais ao instinto que à razão. Observam-se-lhe no mundo celular vastos complexos de indisciplina. Poderemos, contudo, ajudá-lo a desvencilhar-se dos laços mais fortes, no que se refere ao círculo carnal.

- Será um caridoso obséquio — redargüiu a genitora, aflita.

- A irmã está incumbida de encaminhá-lo? — perguntou o instrutor, compreendendo a magnitude da tarefa. — Precisamos ponderar, quanto a isto, porque o desprendimento integral se verificará dentro de poucos minutos.

Ela esboçou um gesto triste e respondeu:

- Desejaria sacrificar-me ainda um pouco por meu desventurado Fernando, mas apenas obtive permissão para socorrê-lo nos seus últimos instantes. Meus superiores prometem ajudá-lo, mas aconselharam-me a deixá-lo entregue a si mesmo durante algum tempo. Fernando precisa reconsiderar o passado, identificar os valores que, infelizmente, desprezou. As lágrimas e os remorsos, na solidão do arrependimento, serão portadores de calma ao seu espírito irrefletido. Grande é o meu desejo de conchegá-lo ao coração, regressando aos dias que já se foram; todavia, não posso prejudicar, com a minha ternura materna, a marcha do serviço divino. Fernando, em verdade, é filho do meu afeto; contudo, tanto ele como eu, temos contas com a Justiça do Eterno e, no que respeita a mim, estou cansada de agravar os meus débitos.
 
Não devo contrariar os desígnios de Deus. "

Do livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz, retiramos o seguinte trecho:
 " ... e os viciados de toda sorte, quais os dipsômanos e morfinômanos, experimentam agoniada insatisfação, qual ocorre também aos desequilibrados do sexo, que acumulam na organização psicossomática as cargas magnéticas do instinto em desvario, pelas quais se localizam em plena alienação.".
 
13. O Apego ao Corpo físico

Esse tópico é parecido com o anterior, contudo, sobre esse tema encontrei o fascinante trecho no livro Nosso Lar, de André Luiz:

"Regressando ao contacto direto com os enfermos, notei Narcisa a lutar heroicamente por acalmar um rapaz que revelava singulares distúrbios.

Procurei ajudá-la.O pobrezinho, de olhos perdidos no espaço, gritava, espantadiço:  - Acuda-me, por amor de Deus! Tenho medo, medo!...  E, olhar esgazeado dos que experimentam profundas sensações de pavor, acentuava:  - Irmã Narcisa, lá vem "ele"!, o monstro! Sinto os vermes novamente!  "Ele"! "Ele"!. . . Livre-me "dele" irmã! Não quero, não quero!...

- Calma, Francisco - pedia a companheira dos infortunados -, você vai libertar-se, ganhar muita serenidade e alegria, mas depende do seu esforço.  Faça de conta que a sua mente é uma esponja embebida em vinagre. É necessário expelir a substância azeda. Ajudá-lo-ei a fazê-lo, mas o trabalho mais intenso cabe a você mesmo.  O doente mostrava boa-vontade, acalmava-se enquanto ouvia os conceitos carinhosos, mas volvia à mesma palidez de antes, prorrompendo em novas exclamações.

- Mas, irmã, repare bem... "ele" não me deixa. Já voltou a atormentarme! Veja, veja!...- Estou vendo-o, Francisco - respondia ela, cordata -, mas é indispensável que você me ajude a expulsá-lo.  - Este fantasma diabólico!... - acrescentava a chorar como criança, provocando compaixão.  - Confie em Jesus e esqueça o monstro - dizia a irmã dos infelizes, piedosamente -, vamos ao passe.  O fantasma fugirá de nós. E aplicou-lhe fluidos salutares e reconfortadores, que Francisco agradeceu, manifestando imensa alegria no olhar.  - Agora - disse ele, finda a operação magnética -, estou mais tranqüilo.

Narcisa ajeitou-lhe os travesseiros, mandou que uma serva lhe trouxesse água magnetizada.  Aquela exemplificação da enfermeira edificava-me. O bem, como o mal, em toda parte estabelece misterioso contágio.  Observando-me o sincero desejo de aprender, Narcisa aproximou-se mais, mostrando-se disposta a iniciar-me nos sublimes segredos do serviço.

- A quem se refere o doente? - indaguei, impressionado. Está, porventura, assediado por alguma sombra invisível ao meu olhar?  A velha servidora das Câmaras de Retificação sorriu carinhosamente e falou:

- Trata-se do seu próprio cadáver. 
- Que me diz? - tornei, espantado.
- O pobrezinho era excessivamente apegado ao corpo físico e veio para a esfera espiritual após um desastre, oriundo de pura imprudência.

Esteve, durante muitos dias, ao lado dos despojos, em pleno sepulcro, sem se conformar com situação diversa. Queria firmemente levantar o corpo hirto, tal o império da ilusão em que vivera e, nesse triste esforço, gastou muito tempo. Amedrontava-se com a idéia de enfrentar o desconhecido e não conseguia acumular nem mesmo alguns átomos de desapego às sensações físicas. Não valeram socorros das esferas mais altas, porque fechava a zona mental a todo pensamento relativo à vida eterna. Por fim, os vermes fizeram-lhe experimentar tamanhos padecimentos que o pobre se afastou do túmulo, tomado de horror. Começou, então, a peregrinar nas zonas inferiores do Umbral; no entanto, os que lhe foram pais na Terra possuem aqui grandes créditos espirituais e rogaram sua internação na colônia.

rouxeram-no os Samaritanos, quase à força. Seu estado, contudo, é ainda tão grave que não poderá ausentar-se, tão cedo, das Câmaras de Retificação. O amigo, que lhe foi genitor na carne, está presentemente em arriscada missão, distante de "Nosso Lar".

- E vem visitar o doente? - perguntei.

- Já veio duas vezes e experimentei grande comoção, observando-lhe o sofrimento, discreto. Tamanha é a perturbação do rapaz, que não reconheceu o pai generoso e dedicado. Gritava, aflito, mostrando a demência dolorosa. O genitor, que veio vê-lo em companhia do Ministro Pádua, do Ministério da Comunicação, pareceu muito superior à condição humana, enquanto se encontrava com o nobre amigo que obtivera hospitalidade para o filho infeliz. Demoraram-se bastante, comentando a situação espiritual dos recém-chegados dos círculos carnais. Mas, quando o Ministro Pádua se retirou, compelido por circunstâncias de serviço, o pai do rapaz me pediu lhe perdoasse o gesto humano e ajoelhou-se diante do enfermo. Tomou-lhe as mãos, ansioso, como se estivesse a transmitir vigorosos fluidos vitais, e beijou-lhe a face, chorando copiosamente. Não pude conter as lágrimas e retirei-me, deixando-os a sós Não sei o que se passou, em seguida, entre ambos; mas notei que Francisco, desde esse dia, melhorou bastante. A demência total reduziu-se a crises que são, agora, cada vez mais espaçadas." 

Por Gustavo Martins/ Grupo PAS/ Facebook:Grupo Pensamentos de André Luiz


Nó do Afeto

Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.
Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.

Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana.
Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família.

Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.
Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante. E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazer presente, de se comunicar com o filho. Aquele pai encontrou a sua, simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo. Por vezes nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos do principal, que é a comunicação através do sentimento.

Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias. É válido que nos preocupemos com os nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação é preciso que os filhos ouçam a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto os sentimentos sempre falam mais alto do que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro.
A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.

E você? Já deu algum nó afetivo no lençol do seu filho hoje?

Se você é um desses pais ou dessas mães que realmente precisam se ausentar do lar para prover o sustento da família, lembre-se que você pode encontrar a sua própria maneira de garantir ao seu filho a sua presença.

Você pode encontrar um jeito de dizer a ele o quanto ele é importante na sua vida e o quanto você o ama.
Mas lembre-se da linguagem do coração. Dessa linguagem que pode ser sentida, apesar da distância física.
E procure apertar os laços do afeto, pois estes são os verdadeiros elos que nos unem aos seres que amamos. Pense nisso, mas, pense agora! 

Redação do Momento Espírita com base em texto de autoria ignorada. Disponível no livro Momento Espírita v. 2, ed. Fep.

Mediunidade

MEDIUNIDADE COM JESUS

Mediunidade sem Jesus não vale a pena. Não cumpre sua função nem finalidade. Vamos além: Espiritismo sem Jesus não vale a pena. Assim como não valem a pena o centro e a tarefa espíritas sem Jesus. O Espiritismo é sobretudo a revivescência do Evangelho. Sem Jesus, de que vale ter curiosidade e mesmo conhecer? O que nós vamos fazer com o conhecimento que não ilumina? Que não transforma? O que faremos com as informações que não nos levam a cogitar de nossa melhoria e renovação? Conhecimento sem aplicação imediata na vida cotidiana é simples teoria. O conhecimento pode ser obtido em qualquer parte. É puro intelectualismo. Os Espíritas jamais devem perder o sentido da própria doutrina, daquilo que os trouxe até ela. O Espiritismo é o Consolador prometido. Não nos interessa uma doutrina que cogite apenas de verdades. Somos seres humanos imperfeitos, quase primitivos. Às vezes, nos esquecemos disso e trazemos nossa humanidade e suas limitações para dentro da Casa Espírita, para dentro do Espiritismo. Se não tomarmos cuidado, essas limitações, que se expressam em interesses egoísticos, podem sobrepor-se aos valores que precisamos conquistar, em prejuízo de nossa evolução moral e espiritual.


Sem Jesus, não vale a pena

Sabemos que estamos na Terra para aprender e evoluir moral e intelectualmente. Ao sairmos daqui, deveremos estar sempre em melhores condições do que quando aqui chegamos; intelectuais sim, mas, primordialmente, em melhores condições morais. Então repetimos: Espiritismo sem Jesus não vale a pena. O que é que nós vamos fazer com o conhecimento do perispírito, por exemplo? De que nos vale ser doutores a respeito do corpo espiritual? Às vezes, nos preocupamos muito com coisas como pontos energéticos (chacras) ou aura (“Qual será a cor da minha aura?”). Elas são importantes, mas não essenciais. Nossa transformação moral é mais importante. Para isso, precisamos do Evangelho de Jesus.

Com frequência, queremos saber o que fomos ou deixamos de ser no passado. É melhor não saber. Sinceramente, percamos toda e qualquer esperança de ter sido alguém melhor do que somos. Não fomos. Nós estamos em nossa melhor encarnação. É a nossa melhor oportunidade; que, aliás, se reveste de dupla responsabilidade por conhecermos a Doutrina Espírita. Através dessa doutrina, temos maior consciência de nós mesmos, de nosso passado, de nosso presente e de nosso futuro. Daí a maior responsabilidade pelos nossos atos.

O Espiritismo é uma doutrina muito clara. Ele nos ensina que somos donos de nossos atos e por isso devemos a nós mesmos aquilo que somos. Estamos ligados às pessoas certas, ocupando um corpo que atende às nossas necessidades de aprendizado. Por isso, eu não posso entender a mediunidade sem Jesus. Chico costumava falar que se tivermos de optar entre Kardec e Jesus, deveremos ficar com Jesus. Graças a Deus, não temos de fazer essa opção. Afinal, Kardec também optou por Jesus e a Doutrina Espírita, que ele codificou, é a revivescência do Evangelho. Estamos na Terra, portanto, para cuidar de nossa renovação, da construção do Reino de Deus dentro de nós. Não adianta ser apenas número na Doutrina Espírita. É muito importante que nos atualizemos sempre, porque fazemos parte de uma doutrina dinâmica, que evolui e se actualiza. Nossa fé precisa ser raciocinada. Por isso, precisamos estudar muito. Precisamos analisar cada acontecimento, cada fato que ocorre no mundo, à luz da Doutrina Espírita.


Mediunidade e médiuns
 
Essas reflexões tomam importância muito maior quando falamos de mediunidade. Basicamente, mediunidade é pensamento a pensamento. É entrar em sintonia. Não existe nenhuma técnica especial para nos sintonizarmos com a espiritualidade. Certa vez, um jornalista perguntou a Chico Xavier como ocorria o processo de recepção de um Espírito. Chico respondeu: “É o mesmo que você perguntar a uma laranjeira como ela produz laranjas; ela não vai saber responder porque ela só sabe que produz laranjas”. Ora, a laranjeira não sabe como produz laranjas. Se ela for se preocupar muito com o modo como produz e qual é o fenómeno que acontece para que ela produza laranjas, é possível até que ela não produza mais. O que isso tem a ver com mediunidade? Muito, principalmente com o problema do animismo. O médium não deve se preocupar com o fenómeno que ocorre quando ele se comunica com os Espíritos. Basta que acredite nessa comunicação e se entregue com fé à tarefa que assumir.

É lógico que o estudo e o conhecimento da Doutrina são importantes no fenómeno da mediunidade. Eles facilitam bastante o trabalho dos Espíritos. Isso, porém, não é tudo. A fé e o desejo sincero de auxiliar são muito mais importantes. Desenvolver a mediunidade significa desenvolver a sensibilidade. Chico caía em transe naturalmente. Ninguém seria capaz de dizer, se ele não estivesse apoiando a fronte com a mão esquerda, se era o Chico mesmo que escrevia ou se era Emmanuel escrevendo por meio dele. Tal a naturalidade!

O médium tem de se preparar para os Espíritos tanto quanto os Espíritos se preparam para o médium. Por isso, desenvolver a mediunidade implica cuidar da própria espiritualidade. Esse cuidado envolve intelecto, sensibilidade, percepção, maturidade do senso moral e, principalmente, bondade. É interessante pensar sobre isto: Chico Xavier teria sido exímio instrumento mediúnico? O que os Espíritos encontravam nele? Eles encontravam flexibilidade, maleabilidade e, sobretudo, afinidade de propósitos. Todo médium deveria perguntar-se: “O que eu pretendo na condição de médium?”. E deveria ser sincero na resposta. Se a resposta for servir à causa – às tarefas da causa – e não servir a si mesmo, então ele estará no caminho certo. A Doutrina Espírita é a doutrina do auto conhecimento. Ela conduz seu adepto a um mergulho em seu íntimo e ele aprende a se conhecer melhor naturalmente. A condição mediúnica favorece esse auto conhecimento porque nela o médium lida ao mesmo tempo com a realidade física e a realidade espiritual.

Herculano Pires definia Chico Xavier como um homem inter - existente. Com isso ele queria afirmar que Chico vivia entre os dois mundos. Nós, que convivíamos com Chico Xavier, nunca sabíamos se ele estava falando por ele mesmo ou se era com os Espíritos. Às vezes, a gente perguntava: “Chico, é você ou Emmanuel?”. Ele respondia: “Meu filho, nem eu mesmo sei”. Porque ocorre essa inter-existência? Porque os Espíritos sabem agir com subtileza. Uma prova disso são os casos de obsessão. Há pessoas que entram em determinados processos obsessivos e nem percebem.


Mediunidade e obsessão

Podemos dizer que mediunidade e obsessão são quase “unha e carne”. Atualmente existe muito mais obsessão na mediunidade do que mediunidade na obsessão. O objectivo do Espiritismo é nos ajudar a reverter esse processo e disciplinar o intercâmbio que fazemos naturalmente com o mundo espiritual. Certa vez, no Grupo Espírita da Prece, um rapaz perguntou: “Chico, o que devo fazer para desenvolver mediunidade?”. Atencioso como sempre, Chico respondeu: “Filho, procure frequentar uma casa bem orientada e estudar, ler e trabalhar sempre com muito amor”. Quando o rapaz saiu, Chico comentou: “Por que será que nunca me perguntam como desenvolver bondade?”.

Nós estamos muito distantes dos exemplos de Chico Xavier e mais próximos da mediunidade dele. Mais próximos do médium Chico Xavier do que do homem Chico Xavier. Se o médium era grande, o homem era muito maior. Chico Xavier não mentia nem era incoerente. Transparente, ele vivenciava o Evangelho no Centro Espírita como em toda parte. A serviçal de sua casa, por exemplo, podia arrumar todos os cómodos da casa, fazer o almoço, arrumar a cozinha. O banheiro, porém, era o próprio Chico que lavava. Ele não queria humilhar seu semelhante, impondo-lhe esse serviço. Finalizando, eu diria que, mais que ser médium, o importante é ser bom. Porque aquele que é bom não é médium dos Espíritos, ele é médium de Deus. Aquele que é bom é médium de Jesus diretamente, está em contato direto com o Divino Mestre. Desenvolver mediunidade, portanto, não é só querer intercâmbio com os Espíritos, porque esta parte de intercâmbio com os desencarnados é fácil; difícil é o intercâmbio com os encarnados. Sem exercitar primeiro o intercâmbio com os encarnados, ninguém consegue ser um bom instrumento para os desencarnados. Porque são os encarnados que nos afiam, como as pedras afiam a lâmina da faca. Há pessoas que dizem: “Eu adoro os Espíritos! Mas não aguento os espíritas!”. É preciso “aguentar” os Espíritas (e os não-Espíritas) se quisermos nos habilitar ao contacto com o plano espiritual superior. Cuidar da mediunidade é cuidar da própria espiritualidade. 

Fonte Jornal Eletrônico Flecha de Luz, n° 193/2012, palestra proferida por Carlos Alberto Baccelli
 

Qual é a maior provação da mediunidade ?

A verdade é que os mentores siderais só concedem a faculdade mediúnica para os espíritos que se prontificam a cumprir, leal e corretamente, na Terra, todos os preceitos e as normas necessárias para um aproveitamento espiritual a seu favor e da humanidade. No entanto, eles não podem prever a ganância, a vaidade, a subversão ou desonestidade dos seus pupilos quando, depois de encarnados, se deixam fascinar pelas tentações, vícios e convites pecaminosos que os fazem fracassar na prova da mediunidade.

Os espíritos endividados rogam aos técnicos siderais a sua hipersensibilização perispiritual, para então desempenharem um serviço mediúnico que os faça ressarcirem-se de seus débitos clamorosos do passado. Em geral, depois de encarnados, deixam-se influenciar pelas vozes melífluas dos habitantes das Trevas e passam a comerciar com a mediunidade à guisa de mercadoria de fácil colocação. Sem dúvida, quando percebem sua situação caótica espiritual, já lhes falta a condição moral e o potencial de vontade para o seu reerguimento ante o abismo perigoso. Ramatís - Livro Elucidações do Além.

sábado, 29 de setembro de 2012

Reminiscências e Tendências

Antes de entrarmos no tema vamos ver o que o dicionário nos traduz:  

Reminiscências: Recordação,Memória,lembrança.
 
Tendência:Vontade natural, que se reflete no comportamento do indivíduo muitas vezes sem a sua consciência.

E vamos encontrar no "O Livro dos Espíritos" Cap V no item entitulado Retorno à Vida Corporal a informação de que todos os homens, trazem de vidas pregressas tendências instintivas que constitue grande parte da atividade mental do homem, de forma inconsciente, incontrolada, impulsiva e muitas vezes irresistível.

Obs.: Qual de nós que nunca, levados por um impulso incontrolável, cometeu um ou outro equívoco?

Quantas vezes um acontecimento pequeno nos trás grandes emoções enquanto outros maiores, nada significam?

Isto porque trazemos reminiscências e tendências de outras encarnações. Defeitos adormecidos em nosso inconsciente que são liberados quando acionados por pequenos fatos que reacendem nossa mente. Quando Jesus, sabiamente nos disse, Vigiai e Orai... Referia-se a nossa observância diária de nossos pensamentos, gestos e palavras.

No livro de Ney Prieto Peres, objeto de nosso estudo, o autor nos trás dicas, textos e testes interessantes para que possamos identificar este ou aquele "defeito" que ainda não identificamos em nossa personalidade.  Afirma que é muito grande o acervo de experiências marcantes que se gravaram em nosso espírito através de múltiplas reencarnações.

Como se processa ?  A mente é a central geradora de forças sediada no espírito, nela registram-se as impressões criadas nas experiências vividas em todas as épocas e ali ficam armazenadas como que em um computador. Nossa mente é um magnífico computador!

Estas experiências guardadas podemos traduzir como, emoções, idéias, sons, odores e diversas ações boas ou não vividas em outras encarnações. Quando acionadas a memória adormecida vem à tona e nos levamo-nos por emoções sequer compreendidas. Ex. Um leão...transformar em um leãozinho

Obs.: No Livro "Evolução para o 3º. Milênio" de Carlos Toledo Rizzini no Cap. 5 diz que todo impulso ou desequilibio trata-se de um estado de excitação do Sistema Nervoso Central, que é a um estímulo interno ou externo, o qual poderá ser uma pessoa, uma cena, uma conversa, uma palavra, insultos, bebida..."

Todo tipo de vicio, seja ele o álcool, o fumo, sexualidade exacerbada pode sim terem sido reminscências de nosso passado. Bebida Imaginem vocês que um homem, encarnou para ressarcir débitos adquiridos em virtude do seu vício do álcool, como ele ainda encarnou sem ter resolvido esta sua problemática ele terá sim tendência a recair no mesmo erro.

Sexo : Um homem que têm tendências ao sexo exacerbado igualmente deverá controlar seus impulsos centralizando e liberando suas energias genésicas de uma forma salutar com a prática de esportes, trabalho na caridade, estudos diversos.  Deixamos aqui uma observação para que pais e tutores atentem também para este aspecto educacional, crianças que tenham a libido aflorada prematuramente deverão ser direcionadas corretamente. Estamos em outras épocas, não podemos fechar os olhos aos acontecimentos ou seus tutores , pais e a própria sociedade sofrerá as conseqüências de uma má educação.

Porque a Espiritualidade permite nossa recaída ? 

Como prova a espiritualidade poderá testá-lo ou não... E poderá ele falir ou não... Não existe uma fórmula mágica capaz de identificar isto ou aquilo...Muitas vezes o próprio espírito escolhe difíceis provas e a Espiritualidade nos intui a buscarmos caminhos retos mas muitas vezes preferimos outros atalhos ...

À Prática de Esportes : Certa ocasião, perguntaram a Chico Xavier sobre a razão da prática de esportes como o futebol e Emmanuel respondeu que como o homem tem ainda instintos e energias não tão salutares dentro de si e faz-se necessário sua liberação. Sabiamente a espiritualidade intui e promove à prática de esportes de forma à "gastar" estas energias.

Voltando aos impulsos instintivos, podemos exemplificar com inúmeros exemplos nos livros de A.Luiz que afirma que nosso antagonistas invisíveis sabem muito bem onde somos mais fracos e nos estimulam para que caiamos no erro novamente.

No livro Sexo e Destino o personagem Cláudio é levado à prática de incesto com a própria filha recebendo influência direta de um espíritos obsessor.  

Como nos livramos de tais influenciações ? 

Quanto mais elevado for nossos pensamentos menos somos influenciados de forma equivocada. Mas para isto faz-se necessário contínuo exercício de elevação vibracional. Somos influenciados tanto p/ o bem quanto para o mal. No caso de inclinações negativas, se não trabalharmos isto cometeremos os mesmos erros com certa freqüência.

Obs.: O espírito Emmanuel, no livro Leis de Amor, explica o sofrimento humano à luz da Doutrina Espírita nos mostrando que para cada atitude equivocada teremos mais adiante um desafio a se resolver - Fazendo-se valer a lei da Causa e Efeito.

I-No que diz respeito as Causas espirituais das doenças
Emmanuel afirma que grande maioria das doenças tem a sua causa espiritual. Qdo o espírito age erradamente, nesse ou naquele setor da experiência evolutiva o leva a determinadas enfermidades.

Muitas vezes o Espírito, antes de reencarnar-se visando à própria melhoria, escolhe ter esta ou aquela dificuldade de ordem física para que tenha sucesso na atual encarnação.

Exs.:

1.Alcoólatra da vida pretérita / Problema no fígado hoje

2.Oradores que influenciam outros negativamente / Deficiências auditivas e verbal a fim de garantir q/ele não recaia no mesmo erro.

3.Abusos de ordem sexual / Inibições de ordem genésicas a fim de conter nossos impulsos inferiores.

Mas nem sempre o Espírito requisita determinadas enfermidades há ainda numerosos casos de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina.

II - Emmanuel tb explica razão de tantos sofrimentos de ordem familiar:

Lembrando que no Mundo o lar é a primeira escola de reabilitação e reajuste, onde iremos aprender e ensinar , dividir para multiplicar...

1. Quase sempre, os pais ausentes de hoje são aqueles filhos do passado que desprezamos com total intolerância.

2. O marido desleal, em muitas circunstâncias, é o mesmo esposo do pretérito, que desrespeitamos com exemplos menos felizes.

3. Os parentes abnegados, em que nos escoramos, são os amigos de outras eras, com os quais já construímos os sólidos alicerces da amizade e do entendimento, proporcionando-nos o reconforto da segurança recíproca.

"Cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto, que surpreendemos na família ou na atividade profissional, são forças do passado a nos pedirem mais amplas afirmações de trabalho na vitória do bem." Emmanuel

Vamos então nos armarmos de coragem, perseverança e fé de que tudo concorre para nossa evolução mas cabe a cada um de nós fazermos a nossa parte para que o mundo se torne mais suave e nossa vida mais feliz!
 

Fontes: L.E. - Allan Kardec / Evolução para o Terceiro Milênio - Carlos Toledo Rizzini / Laços de Amor - Francisco Xavier/Emmanuel

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Mundo Continua Dando Voltas !

O mundo continua dando suas voltas, fazendo com que o tempo se escoe por entre nossas tão valorizadas e frágeis opções de vida encarnatória. O tempo, na vida daquele que busca a sabedoria do espírito, convida ao constante reinício das atividades mentais, emocionais e físicas na conquista do bem mais precioso, que é a Liberdade Espiritual.

Essa liberdade tão ansiada, mesmo por aqueles que se dizem livres, mas não conseguem controlar seus temperamentos irascíveis, suas paixões descontroladas, às vezes um pequeno vício, isso sem falar nas ilusões do mundo buscadas como tábua de salvação e, normalmente, esfaceladas pela suposta realidade da vida terrena, que é ilusória.

A liberdade a que somos convidados a buscar é a liberdade em relação ao nosso "eu" pequeno e mesquinho, iludido e sofredor.

Infelizmente a maioria de nós, apesar da mensagem do tempo que se escoa, o qual, como um dedo aponta para a nossa realidade eterna de águias, ficamos parados nesse mesmo tempo, ciscando a poeira e a lama da terra, em busca de míseras e passageiras minhocas.

O tempo é o grande sábio que nos aponta a direção correta para o encontro conosco, com nossos irmãos e, principalmente, com Deus, fonte de paz e alegria.

"O sábio aponta a direção, os tolos ficam a olhar o dedo".

A Umbanda, como mãe a ensinar e a encaminhar seus filhos para a evolução e engrandecimento espirituais, nos ajuda a caminhar por essa estrada, apontada pelo tempo que se escoa, nos conduzindo á vivência da Humildade, Sabedoria e Pureza de Coração, na luz vibrada da FÉ, da RENOVAÇÃO, da LEI, do CONHECIMENTO, da JUSTIÇA, do AMOR e da EVOLUÇÃO, onde os nossos queridos Orixás nos aguardam, com seu carinho e amor de pais e mães, para nos garantir a PAZ e a ALEGRIA em nosso caminhar.

Nesse sentido a Umbanda é uma religião para nós, pois nos religa com Deus, nosso Pai, e com nossos irmãos de caminhada sob a perspectiva da pura fraternidade.

Se vivida como apenas uma  “obrigação”, da qual não sinto prazer e alegria, não podemos dizer que o sacerdócio, o mediunismo umbandista seja um trabalho religioso, mas apenas uma encenação a mais na nossa conturbada vida.

Do mesmo jeito que um Católico, ou Padre Católico, ama sua religião, sua Igreja e seus rituais; os protestantes, com seus Pastores, amam seus Templos, têm carinho e amor aos seus Cultos; os Judeus, com seus Rabinos, amam e se deliciam nas sua Sinagogas em cultuar ao Deus Único; os Mulçumanos, nas suas Mesquitas, adorando com prazer e alegria a Alá, o Umbandista que não ama seu Templo, suas atividades sacerdotais/mediúnicas, se for o caso, não sinta saudade da sua Casa de Oração, ou mesmo a frequência alegre às suas Giras, não pode dizer que é Espírita Umbandista, pois a Umbanda não entrou em sua vida como uma religião, mas apenas como uma encenação ou instrumento feiticista para preencher carências e necessidades mesquinhas temporais, sejam elas emocionais ou materiais.

Acredito que, para nós, que nos dizemos umbandistas, o tempo sempre nos oferece a oportunidade de refazermos nossa profissão de fé nessa religião tão bela e rica, ou mesmo, se for o caso,  de nos conscientizarmos não ser esse o caminho religioso que me favorece o crescimento e o encontro com Deus.

De uma forma ou de outra aproveitemos e escutemos a lição do tempo, e busquemos avidamente viver o nosso hoje, mas na perspectiva do amanhã, pois o nosso dia a dia só tem significado se for uma conquista do amanhã, pois "a alma constrói o próprio destino: degrau a degrau" (Leon Denis).

Pai Valdo (Sacerdote Dirigente do T. E. do Cruzeiro da Luz)

O Processo de Gravidez

Reencarnação !

Como se inicia o processo da gravidez, segundo o espiritismo ?

Na hora em que o óvulo é anexado ao espermatozóide dentro do útero de uma mulher, existem energias ali, positivas ou negativas nas paredes do útero, no seu corpo que definem o estado das primeiras células, se vão estar em estado negativo ou não, estas energias se forem de uma concepção feita com o amor em armonia, serão positivas, se o feto está sendo gerado devido a algum extrupo ou sexo sem amor, traições, interesses, as energias que vão estar impregnadas nas paredes do últero serão negativas.
Após a fecundação, tudo já está determinado por Deus, de maneira indireta, que é através de seus auxiliadores espirituais, qual vai ser o espírito que vai ter a graça de poder se reencarnar naquela vida que está se formando.

Surge então um fio muito fino feito de energias que liga o pequeno feto ao espírito que foi escolhido, o espírito a partir daí já tem a certeza de sua reencarnação e fica em estado de alegria, de euforia em saber que vai ter uma nova chance de pagar seus pecados e se evoluir espiritualmente, começa a fazer mais planos de tudo o que pretende fazer para que não caia em armadilhas e fique estacionado no plano espiritual, sente um grande amor vindo de Deus em se lembrar dele e se promete em ser um homem ou mulher de boa índole para não cair nos vícios mundanos outra vez.
Após a fecundação do óvulo as energias mesmo negativas se tornam boas energias vindas de Deus, o milagre da vida acontece, a mulher muda suas feições e fica com um ar de mãe no rosto, suas feições ficam vivas, os olhos demostram que dentro dela está acontecendo um ato divino.

Este fio que parece uma linha, mas feito de energia pura, não se rompe, ésta energia vem do cosmo, do universo, faz parte da criação, ela percorre longas distancias, e não tem possibilidade de se partir, porque ela é renovada sempre com as energias que estão no universo desde o princípio das coisas.


Primeiro Mês

O espírito que está ligado ao feto por um fio começa a sentir um torpor, uma certa sonolência em pensar, fica mais difícil agir, o fio que os une fica mais grosso, no final do primeiro mês ele já tem mais ou menos dois milímetros de diâmetro.


Segundo Mês

Ainda com consciência o espírito procura um contato com seus futuros pais, tenta participar de sonhos durante a noite, tenta um contato, tem vontade de se revelar e pedir a seus pais que o aceitem, sente ansiedade, sua espiritualidade esta ligada a da mãe, quando a mãe está nervosa ou cansada, o feto mesmo com dois meses já tem uma pré visualização do carater e dos sentimentos de sua futura mãe.


Terceiro Mês

O cordão que une o espírito ao feto já é mais grosso, como um cordão umbilical, só que de pura energia, este cordão liga o feto ao espírito que geralmente fica próximo, se a mãe tem problemas de aceitação da nova gestação, ou problemas de relacionamento com seu parceiro, ela envia energias ao feto sob a forma negativa, mas o amor materno já é mais forte e acaba purificando a concepção do feto e do cordão que une o feto ao espírito.


Quarto Mês

Há esta hora o espírito que está ligado ao feto esta completamente adormecido para vida espiritual e começa a ter uma vida intra-uterina, brinca, se mexe, às vezes este período se dá no terceiro mês, suas lembranças da vida passada e da vida espiritual vão se guardando no subconsciente, que por sua vez são transferidas ao perispírito que já está se anexando ao novo corpo, em seu celebro ficam gravadas vagas lembranças, as coisas que o espírito sabe, como tocar música, situações que marcaram muito, coisas que aprendeu em vidas passadas, ficam marcadas na memória do bebê, de forma que quando ele crescer vai ter mais facilidade ou aptidões ligadas a experiências do espírito.


Quinto Mês
Neste mês o espírito já com seu perispírito anexado ao bebê e com o cordão umbilical feito de energia espiritual já com dois centímetros de diâmetro, se o espírito não estiver ainda no corpo do bebê, este cordão atrai o espírito para junto de seu perispirito, nesta hora o espírito se incorpora de maneira definitiva ao bebê e começa a ter informações vindas do celebro do bebê com mais intensidade, carinhos que a mãe faz, vozes, barulhos, tudo isso vai ficando registrado no espírito do bebê que já está ali dentro da barriga da mãe, os pensamentos do espírito e sua consciência começam a voltar gradualmente, mas já usando os neurônios ainda em formação do bebê, portanto o espírito nesta hora já está pensando como um bebê.

A partir deste mês já está completa a transferência, a reencarnação de uma nova vida.


Sexto Mês

Do sexto mês em diante o espírito já está completamente em nosso mundo, reencarnado, e daí para frente ele procura se adaptar ao novo corpo que lhe foi dado por Deus, seus pensamentos mesmo tendo algum carma a resolver aqui na terra, seus pensamentos são inocentes, as energias estão renovadas e em positividade, o espírito vai ter uma chance de recomeçar do zero na vida carnal.


Sétimo Mês

O celebro do bebê ainda em desenvolvimento final não está preparado para receber a consciência e a personalidade do seu espírito, estas funções ainda ficam como que adormecidas, o espírito também sente sua individualidade e seu modo de pensar adormecido, o bebê está restrito ainda aos primeiros instintos humanos, fome, dor, sono, alegria, tristeza, os movimentos do bebê são involuntários e sem coordenação motora.

A verdadeira personalidade que está estampada no intimo do espírito só aparece entre os seis e sete anos, isto porque primeiro ele precisa receber nos primeiros anos de vida a educação, o amor e o caráter de sua família.


Sétimo Mês

O espírito tem ligeiros momentos de lucidez onde ele vê sua próxima encarnação e seus resgates de antigos carmas que ele precisa fazer, muitos espíritos ainda sem evolução espiritual se intimidam por saberem que sua nova vida vão ter que passar por momentos difíceis, outros que já tem um pouco mais de adiantamento espiritual, ajudam a sua próxima família a recebê-lo em sua nova jornada, costumam visitar sua nova Mãe e Pai em sonhos durante a noite, outros conseguem magnetizar primeiramente o útero e depois o corpo todo de sua progenitora, trazendo energias positivas e restauradoras.

A concepção de uma nova vida é abençoada por Deus, as dores e os sofrimentos de uma Mãe antes do parto são recompensadas a ela pelo amor que ela vai receber em seguida, este amor não é um amor comum, não é um amor de filho para Mãe, um amor espiritual que atravessa encarnações.


Oitavo e Nono Meses

O espírito já inteiramente lúcido e ligado ao seu novo corpo já não pertence mais ao mundo espiritual, a ansiedade toma conta de seu ser, tudo que ele deseja é que o parto seja breve e que tudo saia bem, ele escuta a voz de sua Mãe e seu Pai, sente o amor que vem dos dois, em sua mente já sabe que vai nascer para o mundo, em suas lembranças não sabe mais que está reencarnando, nem sabe de suas vidas passadas, um novo começo se abre em seu horizonte, ele sabe que irá ter uma nova chance e vai começar do zero, até a sua inteligência e seu conhecimento ficaram adormecidos, sua aparência vai ser de um bebê com a inocência divina, um anjo que nasce, a doçura e a fragilidade nos cuidados só despertam os instintos de Mãe.


Esta é a contribuição de Deus para o mundo um dia ficar melhor, a cada momento nasce um anjo novo, uma nova vida. 
Fonte: Espiritismo Família

Causas Espirituais das Doenças

O que estrutura espiritualmente o corpo de carne ?
Emmanuel: O corpo espiritual ou perispírito é o corpo básico, constituído de matéria sutil, sobre o qual se organiza o corpo de carne.

O erro de uma encarnação passada pode incluir na encarnação presente, predispondo o corpo físico às doenças ? De que modo ?

Emmanuel: A grande maioria das doenças tem a sua causa profunda na estrutura semi-material do corpo espiritual. Havendo o espírito agido erradamente, nesse ou naquele setor da experiência evolutiva, vinca o corpo espiritual com desequilíbrios ou distonias, que o predispõem à instalação de determinadas enfermidades, conforme o órgão atingido.

Quais os dois aspectos da Justiça ?
Emmanuel: A Justiça na Terra pune simplesmente a crueldade manifesta, cujas conseqüências transitam nas áreas do interesse público, dilapidando a vida e induzindo à criminalidade; entretanto, esse é apenas o seu aspecto exterior, porque a Justiça é sempre manifestação constante da Lei Divina, nos processos da evolução e nas atividades da consciência.

Qual a relação existente entre doenças e a Justiça ?

Emmanuel: No curso das enfermidades, é imperioso venhamos a examinar a Justiça, funcionando com todo o seu poder regenerativo, para sanar os males que acalentamos.

O que faz o Espírito, antes de reencarnar-se visando à própria melhoria ?

Emmanuel: Antes da reencarnação, nós mesmos, em plenitude de responsabilidade, analisamos os pontos vulneráveis da própria alma, advogando em nosso próprio favor a concessão dos impedimentos físicos que, em tempo certo, nos imunizem, ante a possibilidade de reincidência nos erros em que estamos incursos.

Que pedem, para regenerar-se, os intelectuais que conspurcaram os tesouros da alma ?

Emmanuel: Artífices do pensamento, que malversamos os patrimônios do espírito, rogam impedimentos cerebrais, que se façam por algum tempo alavancas coercitivas, contra as nossas tendências ao desequilíbrio intelectual.

Que medidas de reabilitação rogam os artistas que corromperam a inteligência ?

Emmanuel: Artistas, que intoxicamos a sensibilidade alheia com os abusos da representação viciosa, imploramos moléstias ou mutilações, que nos incapacitem para a queda em novas culpas.

Que emendas solicitam os oradores e pessoas que influenciaram negativamente pela palavra ?

Emmanuel: Tarefeiros da palavra, que nos prevalecemos dela para caluniar ou para ferir, solicitamos as deficiências dos aparelhos vocais e auditivos, que nos garantam a segregação providencial.

Que providências retificadoras pedem para si próprios aqueles que abraçaram graves compromissos do sexo ?

Emmanuel: Criaturas dotadas de harmonia orgânica, que arremessamos os valores do sexo ao terreno das paixões aviltantes, enlouquecendo corações e fomentando tragédias, suplicamos as doenças e as inibições genésicas que em nos humilhando, servem por válvulas de contenção dos nossos impulsos inferiores.

Todas as enfermidades conhecidas foram solicitadas pelo Espírito do próprio enfermo, antes de renascer ?
Emmanuel: Nem sempre o Espírito requisita deliberadamente determinadas enfermidades de vez que, em muitas circunstâncias quais aqueles que se verificam no suicídio ou na delinqüência, caímos, de imediato, na desagregação ou na insanidade das próprias forças, lesando o corpo espiritual, o que nos constrange a renascer no berço físico, exibindo defeitos e moléstias congênitas, em aflitivos quadros expiatórios.

Quais são os casos mais comuns de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina ?

Emmanuel: Encontramos numerosos casos de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina, na maioria das criaturas que trazem as provações da idiotia ou da loucura, da cegueira ou da paralisia irreversíveis, ou ainda, nas crianças-problemas, cujos corpos, irremediavelmente frustrados, durante todo o curso da reencarnação, mostram-se na condição de celas regenerativas, para a internação compulsória daqueles que fizeram jus a semelhantes recursos drásticos da Lei. Justo acrescentar que todos esses companheiros, em transitórias, mas duras dificuldades, renascem na companhia daqueles mesmos amigos e familiares de outro tempo que, um dia, se cumpliciaram com eles na prática das ações reprováveis em que delinqüiram.

A mente invigilante pode instalar doenças no organismo ? E o que pode provocar doenças de causas espirituais na vida diária ?
Emmanuel: A mente é mais poderosa para instalar doenças e desarmonias do que todas as bactérias e vírus conhecidos. Necessário, pois, considerar igualmente, que desequilíbrios e moléstias surgem também da imprudência e do desmazelo, da revolta e da preguiça. Pessoas que se embriagam a ponto de arruinar a saúde; que esquecem a higiene até se tornarem presas de parasitas destruidores; que se encolerizam pelas menores razões, destrambelhando os próprios nervos; os que passam, todas as horas em redes e leitos, poltronas e janelas, sem coragem de vencer a ociosidade e o desânimo pela movimentação do trabalho, prejudicando a função dos órgãos do corpo físico, em razão da própria imobilidade, são criaturas que geram doenças para si mesmas, nas atitudes de hoje mesmo, sem qualquer ligação com causas anteriores de existências passadas.

Qual a advertência de Jesus para que nos previnamos dos males do corpo e da alma ?

Emmanuel: Assinalando as causas distantes e próximas das doenças de agora, destacamos o motivo por que os ensinamentos da Doutrina Espírita nos fazem considerar, com mais senso de gravidade, a advertência do Mestre: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”.


EMMANUEL (Do livro “Leis Do Amor”, Francisco Cândido Xavier E Waldo Vieira)

domingo, 23 de setembro de 2012

Animismo

Eu sempre frizei em nossos estudos: "O médium não pode simplesmente chegar numa Casa, ficar de frente ao Congal e sair incorporando sem no mínimo ter conhecimento dos "mecanismos da mediunidade" e principalmente sem o devido preparo".

Este é um dos piores descuidos e perigos nos Centros: Estudando o Animismo
Animismo é o “sistema fisiológico que considera a alma como a causa primária de todos os fatos intelectivos e vitais”. O fenômeno anímico, portanto, na esfera de atividades espíritas, significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe nelas algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas do“Além-Túmulo”.

Assim, quando os aficionados do espiritismo afirmam que determinada comunicação mediúnica foi “puro animismo” querem explicar que a alma do médium ali interveio com exclusividade, tendo ele manifestado apenas seus próprios conhecimentos e conceitos pessoais, embora os rotulasse com o nome de algum espírito desencarnado.

Essa interferência anímica inconsciente, por vezes, é tão sutil, que o médium é incapaz de perceber o quanto o seu pensamento intervém ou quando é o espírito comunicante que transmite suas ideias pelo contato espiritual.

Servindo-nos dos médiuns da Terra, curvamo-nos imensamente gratos ao Pai pelo ensejo de podermos inspirá-los em favor da ventura, do bem e da alegria dos seres humanos. Por isso não desprezamos a oportunidade dos médiuns anímicos quando eles nos interpretam a seu modo pessoal, desde que conservem a ideia central e autêntica daquilo que lhes incutimos na alma.

Quando o médium não tem o intuito de enganar os que o ouvem, não podemos admitir a mistificação inconsciente. A comunicação anímica é decorrente da falsa suposição íntima de a criatura julgar-se atuada por espírito, por cujo motivo transmite equivocadamente suas próprias ideias.

Quando um médium anímico culto, sensato e de conduta moral irrepreensível, expõe seus pensamentos em alto teor intelectivo e espiritual, podemos classificá-lo como criatura que supera a maioria dos médiuns, pois, se é inteligente, de moral superior e sensível a vida espiritual angélica, não deixa de ser um médium intuitivo-natural, um feliz inspirado que pode absorver diretamente na Fonte Divina os mais altos conceitos filosóficos da vida imortal e as bases exatas da ascese espiritual.

No entanto, o médium anímico, mas inculto, sugestionável, enfermiço ou moralmente falho é a vítima passiva de suas próprias ideias fixas, das emersões da memória pregressa e das sugestões anímicas medíocres.

O médium totalmente anímico é sempre a vítima passiva do seu próprio espírito, que pensa e expõe sua mensagem particular sem qualquer interferência exterior. O médium propriamente dito, mesmo quando obsidiado, ainda é um medianeiro, um instrumento das intenções ou dos desejos de outrem.

Quanto ao médium totalmente anímico, ainda de poderia estabelecer duas classificações:
- o anímico passivo, que é vítima absoluta de suas ideias e impressões;
- anímico ativo, capaz de perquirir os acontecimentos e os fenômenos da vida oculta, para depois expô-los em nome de terceiros.

Reconhecemos a interferência ou associação de ideias no médium consciente, porque no seu esforço para lograr a passividade no transe, ele toma o conteúdo de sua alma como sendo manifestação alheia.

O médium não é boneco vivo, insensível e de manejo mecânico, mas sim uma organização ativa com vocabulário próprio e conhecimentos pessoais adquiridos pela sua experiência e cultura humana.

Quando se trata de médiuns conscientes ou semiconscientes, só lhes resta a tarefa de vestir e ajustar honesta e sinceramente as ideais e as frases que melhor correspondem ao pensamento que lhes é manifesto pelos espíritos desencarnados através do seu contato perispiritual.

Assim, os comunicantes ficam circunscritos quase que totalmente à vontade e às diretrizes intelectuais e emotivas do seu intérprete encarnado, o qual fiscaliza, observa e até modifica conscientemente aquilo que foi incumbido de dizer.

É tão sutil a linha divisória entre o mundo espiritual e a matéria, que a maioria dos médiuns conscientes e bisonhos dificilmente logra perceber quando predomina o pensamento do desencarnado ou quando se trata de sua própria interferência anímica.

Só depois de alguns anos de trabalho assíduo na seara mediúnica, estudos profícuos, afinada sensibilidade mediúnica, muita capacidade de autocrítica e introspecção freudiana é que o médium logra dominar e distinguir com êxito o fenômeno anímico. .. os guias não objetivam a criação de autômatos mediúnicos, espécies de “robôs acionáveis à distância.

É mais importante para o bom “guia”, o progresso intelectivo, o desembaraço e a integração evangélica do seu médium, do que mesmo o êxito brilhante de sua manifestação mediúnica.

Quando o médium e o espírito manifestante afinam-se pelos mesmos laços intelectuais e morais, ou coincide semelhança profissional, as comunicações mediúnicas tornam-se flexíveis, eloquentes e nítidas.

Portanto, entre os espíritos desencarnados e o médium que os recepciona, recrudesce o entusiasmo, a coerência e clareza do assunto em exposição, quando entre ambos também há similaridade de conhecimentos, gostos e intenções.

Os médiuns em sua generalidade são intuitivos e não podem libertar-se completamente do animismo, que apenas varia mais ou menos de intensidade neste ou naquele médium.

Os espíritos não se preocupam em eliminar radicalmente o animismo nas comunicações espíritas, porque o seu escopo principal é o de orientar os médiuns aos poucos, para as maiores aquisições espirituais, morais e intelectivas, a ponto de poderem endossar-lhes depois as comunicações anímicas como se fossem de autoria dos desencarnados.

O médium sensato, laborioso e culto alcança tal êxito na sua tarefa mediúnica, que basta ao seu guia dar-lhe o toque fluídico familiar e delinear lhe o tema que deve expor ao público, para a comunicação fluir espontaneamente e submissa ao programa de esclarecimento delineado pelos mentores da casa ou da instituição espírita.

Os espíritos protetores rejubilam-se quando comprovam que o seu pupilo já exerce de modo sensato e satisfatório o seu comando psíquico, tornando-se capaz de esclarecer e doutrinar o público à maneira de orador exímio, em vez de simples “robô ”que transmite mecanicamente as mensagens dos espíritos desencarnados, mas sem a convicção espiritual daqueles que comunicam inteligentemente.
(Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade - Norberto Peixoto)