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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Necessidade de Perdoar

Imaginemos a seguinte situação: uma criança é mandada para a escola e seus pais não admitem que ela erre. 

Exigem sempre a nota máxima e a perfeição nas ações e no aprendizado. Não concordam, em hipótese alguma, que seu filho possa errar. E fazem cobranças intensas e constantes a esse respeito. 

Vendo tal situação, o que pensaríamos? Fatalmente não concordaríamos com atitude tão drástica. 

Ao educarmos, percebemos que o erro faz parte do processo de aprendizagem, permitindo a reflexão, a análise e o refazer da ação. 

Dessa forma, qualquer um que não tenha a possibilidade de errar, encontraria grandes dificuldades em aprender. Não que devamos ser permissivos com o erro, mas entendendo-o como processo natural de aprendizagem. 

Assim como a criança na escola, estamos todos nós sob constante aprendizado em nossa vida. 

Não somos desafiados apenas intelectualmente, mas temos, em grande monta, lições de aprendizado emocional e moral. 

Lições especialmente concretizadas nas oportunidades de relacionamento humano. Quando nos dispomos a nos relacionar, estamos nos oportunizando o aprendizado de novos valores e capacidades pessoais. 

É natural que essa vida de relação, a vida em sociedade, apresente dificuldades e problemas. Afinal, todos estamos aprendendo. 

Portanto, não podemos esperar dos outros que, a todo momento e em toda situação, ajam da melhor forma possível, da maneira mais adequada. 

Eles agirão conforme os valores e capacidades adquiridas ou que desenvolveram no seu mundo íntimo. 

Dessa forma analisando, percebemos que todos somos factíveis a erros e tropeços no relacionamento com o próximo; que esses erros são naturais no processo de aprendizado. 

Afinal, é compreensível que pessoas ainda imperfeitas, nas suas capacidades e valores, gerem relacionamentos imperfeitos. 

Então, ao nos depararmos com essa ou aquela pessoa agindo de maneira equivocada, posicionando-se de um modo que não concordamos, não podemos esquecer que ela também está aprendendo. 

Cada um de nós oferece aquilo que dispõe em seu mundo interior, nada além disso. 

Por isso, se alguém agiu de maneira errônea conosco, pensemos sobre a possibilidade de perdão. Muitos de nossos erros não são nem pautados na maldade, mas apenas na limitação de nossas capacidades. 

Ao olharmos o próximo com essa compreensão, ao utilizarmos as lentes da benevolência para com ele, estaremos construindo um atalho para o entendimento que nos levará mais facilmente ao perdão. 

Aquele que hoje erra, amanhã, inevitavelmente, arcará com suas ações. 

Por outro lado, quem perdoa, evitará carregar pesado fardo ao longo de seu caminhar. 

Afinal, o coração que não sabe perdoar, sempre estará pesado. Colecionará mágoas, frases mal colocadas, situações problemáticas, ações infelizes, que nada contribuirão para sua felicidade. 

Ao perdoar, tudo isso sairá de nosso coração, abrindo espaço para sentimentos e valores mais nobres, valiosos e úteis, para o aprendizado de que nós mesmos temos necessidade. 

Pensemos nisso. Redação do Momento Espirita

Recebido no Boletim Eletrônico do TECL/SP

A Vitória do Bem !


Diante de transtornos e problemas diversos que nos afligem pedimos a Deus
que termine com o nosso suplício. Geralmente achamo-nos injustiçados pela
vida e pelos outros. Esquecemo-nos de que ninguém passa por uma
dificuldade sem que haja um propósito. Muitas vezes criamos a situação
difícil em que nos encontramos, em outros casos são provas que nos são
apresentadas, para sabermos se aprendemos algo na vida.
Sejam quais forem as razões de passarmos por dificuldades, teremos que usar
a paciência, nossa criatividade e potencial para sairmos delas. 
Porém, nestes momentos não devemos pedir para Deus nos tirar a prova,
mas sim que nos dê forças para passarmos por ela.  Tenhamos a certeza de
que temos condições de superar quaisquer dificuldades, especialmente quando
lutamos dignamente e confiamos no nosso Pai Criador.  Sigamos em frente,
sem desânimo, buscando a força e a coragem que há dentro de cada um de nós. 
No final descobriremos que a vitória do bem só depende de nós
e ela triunfará se tivermos a confiança e a fé inabalável.
Deus nos criou para o bem e para sermos vencedores, por isso confiemos!
 
Grupo Gotas de Paz

ANTE ÀS DECEPÇÕES

Não somos poucos os que nos tornamos pessoas amargas, indiferentes ou frias, por causa de decepções que afirmamos ter sofrido aqui ou ali, envolvendo outras pessoas.


A decepção foi com o amigo a quem recorremos num momento de necessidade e não encontramos o apoio esperado. Foi com o companheiro de trabalho que nos constituía modelo, parecia perfeito e o surpreendemos em um deslize.

Tais decepções devem nos remeter a exames melhores das situações.

Decepcionarmo-nos com pessoas que estão no Mundo, sofrendo as nossas mesmas carências e tormentos não é muito real.

Primeiro, porque elas não nos pediram para assinar contrato ou compromissos de infalibilidade para conosco.

Segundo, porque o simples fato de elas transitarem na Terra, ao nosso lado, é o suficiente para que não as coloquemos em lugares de especial destaque, pois todas têm seu ponto frágil e até mesmo seus pontos sombrios.

A nossa decepção, em realidade, é conosco mesmo, pois que nos equivocamos em nossa avaliação, por precipitação ou por análise superficial.

Não menos errada a decepção que afirmamos ter com a própria religião, com a doutrina de fé cristã que está a espalhar, em toda parte, os ensinamentos deixados por Jesus Cristo para os seres de boa vontade.

O que acontece é que costumamos confundir as doutrinas que ensinam o bem, o nobre, o bom com os doutrinadores que, embora falem das virtudes que devemos perseguir, conduzem as próprias existências em oposição ao que pregam.

Como vemos, a decepção não é com as mensagens da Boa Nova, mas exatamente com os que conduzem a mensagem. Nesse ponto não nos esqueçamos de fazer o que ensinou Jesus: comparar os frutos com as qualidades das árvores donde eles procedem, de modo a não nos deixarmos iludir. 

Avaliemos, desta forma, as nossas queixas contra pessoas e situações e veremos que temos sido os grandes responsáveis pelas desilusões do caminho.

Nós mesmos é que criamos as ondas que nos decepcionam e magoam.

Cabe-nos amadurecer gradualmente nos estudos e na prática do bem, aprendendo a examinar cada coisa, cada situação, analisar a nós mesmos com atenção, a fim de crescermos para a grande luz, sem nos decepcionarmos com nada ou com ninguém.

Precisamos aprender a compreender cada indivíduo no nível em que se situa, não exigindo dele mais do que possa dar e apresentar, exatamente como não podemos pedir à roseira que produza violetas, que não tenha espinhos e que não despetale suas flores na violência dos ventos.

Para que avancemos em nossa caminhada evolutiva, imponhamo-nos uma conduta de maturidade, de indulgência e de benevolência para com os demais.

(Redação do Momento Espírita, com base no cap. 28 do livro Revelações da luz, pelo Espírito Camilo, psicografia de Raul Teixeira)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sabedoria incontestável !!!

Quando você conseguir superar 

graves problemas de relacionamentos, 
não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, 
mas na alegria de haver atravessado 
mais essa prova em sua vida. 

Quando sair de um longo tratamento de saúde, 
não pense no sofrimento 
que foi necessário enfrentar, 
mas na bênção de Deus 
que permitiu a cura. 

Leve na sua memória, para o resto da vida, 
as coisas boas que surgiram nas dificuldades. 
Elas serão uma prova de sua capacidade, 
e lhe darão confiança 
diante de qualquer obstáculo. 

Uns queriam um emprego melhor; 
outros, só um emprego. 
Uns queriam uma refeição mais farta; 
outros, só uma refeição. 
Uns queriam uma vida mais amena; 
outros, apenas viver. 
Uns queriam pais mais esclarecidos; 
outros, ter pais. 

Uns queriam ter olhos claros; 
outros, enxergar. 
Uns queriam ter voz bonita; 
outros, falar. 
Uns queriam silêncio; 
outros, ouvir. 
Uns queriam sapato novo; 
outros, ter pés. 

Uns queriam um carro; 
outros, andar. 
Uns queriam o supérfluo; 
outros, apenas o necessário. 

Há dois tipos de sabedoria: 
a inferior e a superior. 

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe 
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe. 
Tenha a sabedoria superior. 
Seja um eterno aprendiz na escola da vida. 

A sabedoria superior tolera; 
a inferior, julga; 
a superior, alivia; 
a inferior, culpa; 
a superior, perdoa; a inferior, condena. 
Tem coisas que o coração só fala 
para quem sabe escutar! 

Chico Xavier

OLHOS DE VER

Conta-se que um poderoso imperador, certo dia, estava a caminhar pelo belo jardim de seu palácio, quando se deparou com um imenso dragão. Percebeu que o dragão estava sedento e, como ele trazia consigo um cantil d’água, num gesto de bondade, decidiu saciar a sede do grande animal.  

Tão agradecido ficou o dragão que resolveu conceder ao monarca a realização de um desejo. Aquilo que o imperador desejasse lhe seria concedido. Após muito meditar, o soberano externou: Eu desejo conhecer a verdadeira felicidade. Pois bem, disse o dragão. Eu o levarei para a terra da felicidade. Lá, todos os seus sonhos serão realizados. Nenhum pedido lhe será recusado. 

Entretanto, prosseguiu, você deverá ir só. Não poderá levar nem sua esposa, nem seus filhos, nem mesmo seus criados, pois que, se os levar, estarei realizando o desejo de mais de uma pessoa e isso não posso fazer. Um pouco abalado com essa informação, pois não desejava deixar sua família, o imperador combinou com o dragão que ficaria na terra da felicidade por cinco anos apenas. 

Assim, foi conduzido ao venturoso lugar. Passado o tempo, ele foi trazido de volta às suas terras, pelo dragão. Nelas chegando, o soberano percebeu que as coisas haviam mudado. E mudado muito.  Seu jardim, antes sempre florido, estava seco. Procurou por sua família e amigos e não os encontrou. Já não mais reconhecia as pessoas que habitavam aquele lugar.  Confuso, procurou o dragão para solicitar explicações. 

O dragão lhe informou que a contagem do tempo na terra da felicidade era um tanto diferente. Para cada ano que se passa lá, dez anos se passam por aqui. O imperador havia se ausentado de seu lar, portanto, por cinquenta anos. Sua esposa já havia morrido, bem como a maioria de seus amigos. Seus filhos já haviam ido embora. Desesperado, ele começou a se lembrar dos anos vividos na terra da felicidade e percebeu que eles eram ínfimos se comparados à lembrança dos momentos alegres que tinha passado junto aos seus. 

Com a alma transpassada de remorsos, sentou-se à mesa, na qual costumava fazer as refeições em família e começou a chorar, copiosamente. Tanto chorou que adormeceu. Ao despertar, percebeu que ali estavam sua esposa e seus filhos. Olhou pela janela e contemplou seu belo jardim, novamente florido. Tudo havia voltado ao normal. Sem entender muito bem, beijou e abraçou a todos e, num relance, uma voz se fez clara em sua consciência. Era a voz do sábio dragão: Agora você já conhece a verdadeira felicidade. 

O Criador nos concede, diariamente, todas as ferramentas das quais necessitamos para que sejamos felizes. Em geral, elas estão muito próximas de nós. É a família que nos aconchega, os amigos que nos alegram, o trabalho que nos sustenta, a oração que nos fortalece e até mesmo as dificuldades que nos ensinam a caminhar melhor. A felicidade que tanto almejamos anda ao nosso lado. Meditemos na recomendação do Mestre de Nazaré: Quem tem olhos de ver, que veja! 

Pensemos nisso!

Boletim Informativo do TECL/SP

Estudando e Refletindo

- Que são fluidos? 

Os fluidos são o veículo do pensamento dos Espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados. Todos estamos mergulhados no fluido cósmico universal, substância básica da Criação, que varia da imponderabilidade até a ponderabilidade. Os fluidos espirituais estão impregnados dos pensamentos dos Espíritos, portanto varia de qualidade ao infinito. A atmosfera fluídica é formada pela qualidade dos pensamentos nela predominantes. 

- O que é o Passe? 

É a transferência de fluidos de uma pessoa a outra, através da prece e imposição de mãos, procedimento largamente usado nos centros espíritas. As energias são oriundas dos fluidos humanos (do passista) e fluidos espirituais (dos Espíritos que trabalham com a equipe de médiuns). Existem três tipos de magnetismo: o humano, o espiritual e o misto. O tipo de magnetismo utilizado nas casas espíritas é o misto, pois à ação dos encarnados soma-se a ajuda benéfica dos Espíritos que trabalham na área, qualificando, direcionando e potencializando os fluidos. 

- Qual diferença entre passe magnético e passe espiritual? 

O passe magnético é aquele onde a energia utilizada provém apenas do encarnado, ou seja, é utilizado o magnetismo humano. No passe espiritual são utilizados os fluidos dos Espíritos, que do mundo invisível agem sobre os indivíduos. No passe misto existem os dois tipos de fluidos, o humano e o espiritual, sendo largamente utilizado nos centros espíritas na cura das doenças físicas e psíquicas. 

- Existem milagres? 

O milagre é fenômeno que não se consegue explicação racional e nos parece sobrenatural. Na verdade é apenas a manifestação intencional (provocada por agentes conscientes) ou espontâneas (causadas por agentes inconscientes) de determinadas leis da natureza, ainda desconhecidas pelo homem. Deus criou leis perfeitas e imutáveis. Se o milagre existisse, como suspensão dessa leis, as mesmas não seriam perfeitas e imutáveis.. O que existe é a ignorância dos princípios que regem as leis de Deus. O que pode parecer milagre para uns, é perfeitamente explicável para outros. Por exemplo um índio selvagem que visse um eclipse do sol, acharia aquilo um milagre, mas estudando astronomia, percebe que um astro se sobrepõe a outro com um fenômeno natural. A ciência ajuda na desmistificação dos milagres como suspensão da Leis de Deus. Chegará o dia em que todos conhecerão as leis que regem os fluidos, a mediunidade, a influência do mundo espiritual sobre o mundo físico, a ação dos Espíritos sobre a matéria etc. 

- O princípio vital absorvido pelo corpo humano é o mesmo que anima os animais e vegetais? 
O princípio vital é o mesmo, mas sofre modificações segundo as necessidades das espécies. 

- O fluido animalizado do médium, nome dado por alguns autores, é o mesmo que ectoplasma? 
É a mesma coisa. Apenas uma questão de forma. 

- O que é água fluidificada? 

É a água magnetizada por fluidos espirituais e humanos, realizada com as preces e imposição das mãos. 

- O que é a prece? 

A prece é um meio que Deus nos dá de podermos entrar em contato consciente com Ele, com Jesus e com os Bons Espíritos. Através da Prece Adoramos e Louvamos a Deus; Louvamos e encontramos Jesus, nosso Pastor e Guia; evocamos e contactamos os Bons Espíritos. Pela Prece, enfim, Louvamos e Peticionamos ajuda e entendimento. É um ato de comunhão dos nossos pensamentos com Deus, Jesus e os Espíritos Superiores. Através da prece entramos em sintonia com o plano espiritual, e somos assistidos por Espíritos bons. A prece feita com sinceridade de sentimentos atrai o concurso dos amigos espirituais ou do anjo da guarda que nos assiste, dando-nos sustentação em nossas dificuldades. 

- Quando realizamos uma oração direcionada a Jesus ou aos bons Espíritos, nesse mesmo instante estaremos sendo ouvidos por Eles? 

A prece feita com sinceridade e fervor é sempre ouvida por Jesus e pelos Espíritos superiores encarregados de fazer cumprir a vontade de Deus: “Buscai e achareis, batei e se abrirá...” Os Bons Espíritos sempre nos assistem, dependendo do nosso merecimento, não importando muito a quem estamos endereçando o pedido. Sugerimos a leitura do Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XXVII, itens 5 a 15. 

- Qual a importância da oração Pai Nosso? 

Colocaremos aqui a opinião de Allan Kardec, encontrada em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 28, item 2, por acharmos de importância que se conheça a opinião dele sobre o assunto, já que no movimento espírita, infelizmente, não se têm o hábito de valorizá-la por acharem tratar-se de prece católica. Diz o mestre o seguinte: "De todas as preces é a que eles consideram em primeiro lugar, seja porque vem do próprio Jesus (Mateus, VI:9-13), seja porque ela pode substituir a todas as outras, conforme a intenção que se lhe atribua. É o mais perfeito modelo de concisão, verdadeira obra-prima de sublimidade, na sua simplicidade. Com efeito, sob a forma mais reduzida, ela consegue resumir todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo. Encerra ainda uma profissão de fé, um ato de oração e submissão, o pedido das coisas necessárias à vida terrena e o princípio da caridade. Dize-la em intenção de alguém é pedir para outro o que desejaríamos para nós mesmos". 

- O que acontece com o nosso Espírito quando morremos? 

Continuamos com nossa individualidade, isto é, teremos os mesmos conhecimentos, qualidades e defeitos que tivemos em vida. A morte não nos livra das imperfeições. Seguiremos pensando da mesma forma. Nosso Espírito será atraído vibratoriamente para regiões astrais com que se afiniza moralmente. Se formos excessivamente apegados à vida material, ficaremos presos ao mundo terreno, acreditando que ainda estamos fazendo parte dele. Essa situação perdurará por certo tempo, até que ocorra naturalmente um descondicionamento psíquico. A partir desse ponto, o Espírito será conduzido às colônias espirituais, onde receberá instrução para mais tarde retornar à carne. Se, contudo, estivermos apegados a Jesus e aos Seus ensinamentos libertadores nada temos a temer da morte, pois será um desencarne para nos conduzir às regiões superiores; “Ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte, não temerei mal algum. Junto a mim Seu bastão, o Seu cajado, eles são a minha força” (Sl.23). 

- O que acontece com os recém-nascidos que logo morrem? E por que isto acontece? 

O Espírito de criança morta em tenra idade recomeça outra existência normalmente. O desencarne de recém-nascidos, freqüentemente, trata-se de prova para os pais, pois o Espírito não tem consciência do que ocorre. A maioria dessas mortes, entretanto, é por conta da imperfeição da matéria. 

- Porque pessoas jovens, boas, desencarnam prematuramente, enquanto há pessoas más que vivem por muitos anos? 

Se olharmos as coisas dentro da ótica materialista, certamente não encontraremos resposta para esta delicada questão. Se, no entanto, partirmos do princípio que somos seres imortais e que estamos em uma escalada evolutiva em direção à perfeição, compreenderemos com facilidade que a vida terrena é apenas parte desse processo. A verdadeira vida é a espiritual e quando encarnados cumpre-se as etapas necessárias ao aprimoramento do Espírito imortal. As diferenças existentes entre as pessoas são as várias etapas em que o Espírito se encontra em termos de evolução. O viver muitos anos, portanto, é muito relativo. A vida terrena é a escola que a criatura precisa para se aprimorar e o tempo que deve demorar aqui depende de sua necessidade. Os Espíritos bons, geralmente necessitam mesmo de menos tempo. 

- Uma criança, quando desencarna, seu Espírito terá a mesma idade que ela tinha, quando era encarnada? 

Sim, dependendo, no entanto, de sua maturidade espiritual. O Espírito, quando desencarna, permanece com os mesmos condicionamentos mentais que tinha na Terra, até que se conscientize de sua real situação. Permanecerá em estado de criança ou de adolescente, por um determinado tempo, dependendo de sua evolução, ou seja, de seu grau de entendimento, até que adquira plena consciência de sua condição e de suas necessidades. Isso, geralmente acontece com Espíritos que ainda estão em situação de pouca evolução espiritual. Por isso, nas colônias socorristas próximas à crosta terrestre, encontram-se Espíritos em condição de crianças e adolescentes. Deve-se saber, entretanto, que esta situação perdura apenas por um determinado período. 

- Quando uma pessoa morre de morte acidental, por exemplo por afogamento, e ainda é muito jovem (18 anos) como fica o seu Espírito? 

Todas as pessoas, ao desencarnarem, passam por um período mais ou menos longo de perturbação espiritual, podendo durar de algumas horas a anos, dependendo de seu grau evolutivo. Quando o Espírito é muito jovem, e certamente experimenta uma vida de muita atividade, pode permanecer sem entender sua situação por um tempo, como pode ser logo socorrido pelos Espíritos amigos que trabalham nessa área. Isso vai depender do seu merecimento. Se permanecer revoltado por ter retornado cedo, criará para si um ambiente vibratório ruim, que o levará a experimentar grandes dores morais nas zonas de sofrimento. 

- O que acontece ao nosso anjo da guarda quando desencarnamos? 

O anjo de guarda é um Espírito protetor de uma ordem elevada que Deus, por sua imensa bondade, coloca ao nosso lado, para nos proteger, nos aconselhar e nos sustentar nas lutas da vida. Cumprem uma missão que pode ser prazerosa para uns e penosa para outros, quando seus protegidos não ouvem seus conselhos. Quando desencarnamos, ele também nos ampara e freqüentemente o reconhecemos, pois, na verdade, o conhecemos antes de mergulhar na carne. Claro que tudo depende da condição evolutiva da pessoa em questão. O anjo da guarda poderá também nos guiar em outras experiências, por muitos e muitos tempos.

Recebido via Boletim Eletrônico do TECL/SP

DESENVOLVER A ESPIRITUALIDADE: o que é?

Quando comecei a escrever esse texto pensei: Nossa! Falar de espiritualidade é falar de Deus! Será que eu, um ser humano como qualquer outro, terei capacidade de comentar sobre este tema?

Esse questionamento começou a me invadir por algum tempo, como um mantra que ficava soando em minha mente. Essas dúvidas foram importantes, principalmente para perceber que a maioria das pessoas, considera Deus algo magnânimo, isso é correto. No entanto as pessoas consideram Deus algo intocável, por colocarem ele no mais alto nível hierárquico, dessa forma criando um grande e equivocado distanciamento.

Essa complexidade permitiu confundir grandiosidade com complexidade, desta forma, cultuando um Deus distante por sua superioridade.

Nós somos Deus em sua essência, somos uma "fatia" desse grande bolo, criados a sua imagem e semelhança. Temos em nosso interior, toda a força da divindade, que anseia por se desenvolver, crescer, evoluir.

A impressão criada quando se fala de buscar a espiritualidade, é que esse recurso se encontra no externo. Buscar a espiritualidade é trilhar o caminho do conhecimento interior, com o objetivo de desvendar os mistérios do mundo imaterial e de outras dimensões que interagem com o plano material.

Quando essa interação acontece, nosso universo, tão grandioso e inteligente, envia sinais o tempo todo para que as pessoas possam evoluir mais a cada dia. Como geralmente não estamos treinados ou educados para reconhecer a comunicação extrafísica, não captamos as mensagens e aumentamos o sofrimento.

Nossa base consciencial, influenciada pelo mecanismo materialista, egocêntrico e cético, nos conduz apenas para reconhecer as situações limitadas ao plano físico. Buscar a espiritualidade é proporcionar a si próprio a remoção de dogmas e paradigmas do inconsciente coletivo que limitam o alcance da percepção e nos mantém escravizados no universo das possibilidades limitadas da terceira dimensão, da ignorância e do sofrimento.

-Se tornar espiritualizado é compreender a verdadeira causa da existência e consciência divina. É compreender que somos seres em evolução;
-Desenvolver a espiritualidade é compreender que os pensamentos tornam-se coisas. São os geradores das realizações, já que podem construir quando positivos e destruir quando negativos;
-Desenvolver a espiritualidade é aprender a contemplar Deus sem querer nada em troca, gerando gratidão pela vida, independente das situações vividas;
-Cultivar a espiritualidade é perceber que Deus está no simples, logo está presente em tudo;
-Propagar a espiritualidade é querer que as boas coisas acontecessem com todos e em todo o planeta;
-Compartilhar a espiritualidade é desenvolver a compaixão e a boa aventurança;
-Preservar a espiritualidade é respeitar a natureza de cada ser;
-Encontrar a espiritualidade é estar aberto a todos os caminhos que nos levem ao crescimento espiritual. É sofrer menos, ser mais feliz, ser saudável, ser próspero e ter o espírito radiante.

POR: BRUNO J. GIMENES - Terapeuta e Professor. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Alicerce Seguro

O homem, para vencer suas imperfeições, deve admiti-las... 
É o primeiro e decisivo passo. 
O segundo é o não entregar-se ao desânimo. 
Compreender que tudo é moroso e perseverar na conquista das virtudes. 
Mesmo reconhecendo-se limitado, não para de servir... 
Que retifique com a uma mão o que danificou com a outra. 
Que se erga do chão, nem que seja para de novo cair. 
Se não consegue deixar de errar, procure acertar de igual número de vezes... 
Não queira desferir um vôo para o qual suas asas não estão preparadas... 
Mas não se acomode na lama em que rasteja. 
Fortaleça-se na peleja cotidiana. 
Até no aparente fracasso o homem aprende a superar-se. 
Não espere sair do lugar, se não se dispuser, com as próprias pernas, a caminhar. 
Sem alicerce seguro, parede alguma se sustenta de pé. 
A ação repetida no bem acaba por induzir-nos à sua prática, sob a naturalidade coma qual respiramos. 

Espírito Irmão José / Médium Carlos Baccelli

Nas Conversações

Não se irrite com o interlocutor, se não lhe corresponde à expectativa. Talvez não tenha sido você suficientemente claro na expressão. 

Se o interpelado não atende, de pronto, cale as reclamações. É provável que ele seja gago e, se o não for, a descortesia é uma infelicidade em si mesma. 

Quando alguém não lhe der a informação solicitada, com a presteza que você desejaria, não se aborreça. Recorde que a surdez pode atacar a todos. 

Evite os assuntos desconcertantes para o ouvinte. Todos temos zonas nevrálgicas no destino, sobre as quais precisamos fazer silêncio. 

Não pergunte a esmo. Quem muito interroga, muito fere. 

Cultive a delicadeza com os empregados de qualquer instituição ou estabelecimento, onde você permaneça de passagem. Sua mente, quase sempre, está despreocupada em semelhantes lugares e ignora os problemas de quem foi chamado a servi-lo. 

Seja leal, mas fuja à franqueza descaridosa. A pretexto de ser realista, não pretenda ser mais verdadeiro que Deus, somente de cuja Autoridade Amorosa recebemos as revelações e trabalhos de cada dia. 

Se o companheiro lhe fere o ouvido com má resposta, tenha calma e espere o tempo. Possivelmente já respondeu com gentileza noventa e nove vezes a outras pessoas, ou, talvez, acabe de sofrer uma perda importante. 

Ajude, conversando. Uma boa palavra auxilia sempre. 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. 

Médium Chico Xavier, Livro Agenda Cristã/Ditado pelo Espírito André Luiz

Perdoar é...


Deus


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Desigualdades e Desequilíbrios

Existe na Terra uma acentuada desigualdade entre o crescimento material e a evolução espiritual. Esses dois tipos de desenvolvimento, que alavancam a humanidade, possuem movimentos defasados, que alteram significativa­mente o equilíbrio no planeta.

A espiritualidade, que devia ser a tónica da força do homem, capaz de ajudá-lo a vencer suas imperfeições, é deixa­da em segundo plano, sendo amplamente suplantada pelo ego.

Por outro lado, os bens materiais passam a receber maior atenção, em comportamento justamente embalado pelo ego, que ativa a vaidade numa competição desumana, com retórica de pseudoprogresso.

Sendo assim, o crescimento material cresce de forma acelerada, não sendo acompanhado devidamente pela evo­lução espiritual, em movimentos que na prática deviam ser, no mínimo, equalizados.

O resultado disso é que o homem se vale de instrumentos materiais avançados sem ter a capacidade espiritual de utili­zá-los de modo sensato. Daí as frequentes agressões ao meio ambiente, disponibilidade constante de ferramentas de des­truição, ambição inconsequente, diferenças sociais arraiga­das, racismo e interpretação espúria dos valores religiosos.

O homem faz, e reafirma, tudo o que não devia fazer. E as consequências disso não são tão imprevisíveis assim. Portanto, preparem-se. Preparem-se para os tempos que virão. Em que as variações climáticas não serão tão equili­bradas quanto antes, e as agressões em larga escala não serão tão localizadas geograficamente quanto eram.

Peçam a Deus que os ajude, que os abençoe. Mas sejam dignos do que estão pedindo a Ele, promovendo uma intensã e irreversível reforma interior em seus espíritos. Sejam fortes quanto a isso e, com a ajuda de Deus, serão fortes lambem para atravessarem as dificuldades futuras.

Livro Vozes do Universo, Espírito Horus/Médium Hur-Than de Shidha

A Demora Ensina

Muito se tem falado sobre a paciência e pouco os homens desejam ouvir a respeito. Ouvem, mas não incorpo­ram os ensinamentos, como eles não lhes fossem dirigidos. Continuam a agir do modo como lhes convém, perdendo inúmeras oportunidades por não terem a humildade e a sabedoria de saber esperar.

Em seu mais estrito senso, a pressa não é apenas inimi­ga da perfeição, ela é, principalmente, avessa à razão. Quem lhes garante que os objetivos que não atingiram hoje seriam o melhor para suas vidas? As bases seriam sólidas? Ou esta­riam construídas sobre os pilares da dúvida e da ansiedade? Pensem a respeito de como poderiam ser frágeis.

Saibam que se tiverem confiança em Deus e força de vontade, poderão transformar os insucessos presentes em ensinamentos, construindo o êxito que almejam. Pois o período de espera é uma escola destinada a formar bem-sucedidos. Não vejam a demora em atingir seus objetivos apenas como provação. Vejam-na muito mais com os olhos da confiança, de que Deus está lhes concedendo bases resis­tentes para um futuro de vitórias duradouras. Meditem e confiem, pois nunca se sentirão abandonados pelo Pai quan­do plantarem as sementes da razão.

Livro Vozes do Universo, Espírito Jonas da Jordânia/Médium Hur-Than de Shidha

sábado, 1 de dezembro de 2012

Assim nos fala o Amigo e Benfeitor Espiritual...

Você não depende dos outros, mas de si mesmo. Tenha fé. Fé é confiança no poder de Deus que ampara e dirige desde o verme até a sua vida, de forma amorosa e sábia. Seja só verdadeiro com você mesmo e com os outros. O que pensem ou achem de você é irrelevante para a sua felicidade e suas conquistas. Curar-se da obsessão é confiar em Deus e acreditar em você mesmo. Os erros existem não para serem objeto da sana dos abutres encarnados ou desencarnados, ainda infelizes, que tentam lhe jogar pedras. Mas sim para lhes proporcionar a oportunidade de crescimento e amadurecimento, consertando-os. Crer em Deus e em si mesmo é a chave da cura da sua própria obsessão. Ame a Deus e se ame. Aqueles que estiverem sintonizados com essa busca lhe compreenderão e lhe amarão.

Quanto aos outros: não pare para sofrer ou sentir-se infeliz, "ore e passe adiante", tudo passa e a luz resplandecerá sempre através de sua vida realizada e, paciência, a espiritualidade nos aguarda a todos, com sua claridade que coloca tudo a mostra, e tira as máscaras. Tenha paciência, pois diz Jesus que "nada há escondido que um dia não venha às claras" e "a cada um será dado de acordo com suas obras”. Essa é a regra áurea da busca de Deus e de si mesmo. Um espírito amigo 


(Boletim Eletrônico do TECL/RJ)

Anjos Guardiães

Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre. Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação. Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão. Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo. Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueles outros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução. Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha. Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.

Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião. Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora. Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante. Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres. Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio. Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração. O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo. Imana-te a ele. Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso. 
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis, Divaldo Pereira Franco

domingo, 14 de outubro de 2012

COMPORTAMENTO ESPÍRITA: ORGULHO E VAIDADE


"Em tempos de tempestade, orar, vigiar e estudar são os melhores remédios..."
 
Procuremos, agora, ilustrar, entre os defeitos que mais comumente manifestam-se em nós, o orgulho e a vaidade. Busquemos tranqüilamente conhecê-los, tão profundamente quanto possível, sem mascarar os seus impulsos dentro de nós mesmos. Entendamos que a tolerância começa de nós para nós mesmos. Assim, o nosso trabalho de prospecção interior é suave, e não podemos nos maldizer ou nos martirizar pelos defeitos que ainda temos. Vamos, então, trazer aos níveis de nossa consciência aquelas manifestações impulsivas que nos dominam de certo modo, e que, progressivamente, desejamos controlar.

Vejamos, então, como identificar em nós o orgulho e a vaidade.

Orgulho

"Aquele que encontra a felicidade senão na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz quando os pode satisfazer, enquanto que aquele que se interessa pelo supérfluo se sente feliz com aquilo que, para os outros, constituiria infortúnio."  (Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Quarto. Capítulo 1. Penas e Gozos Terrenos. Parte dos comentários à resposta da pergunta 933.).

"O orgulho vos induz a julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa rebaixar, e a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera."  (Allan Kardec. O Evangelho Segundo Q Espiritismo. Capítulo IX. Bem-aventurados os Brandos e Pacíficos. A Cólera.).

As principais reações e características do tipo predominantemente orgulhoso são:

1. Amor-próprio muito acentuado: contraria-se por pequenos motivos;
 2. Reage explosivarnente a quaisquer observações ou críticas de outrem em relação ao seu comportamento;
 3. Necessita ser o centro de atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias;
 4. Não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência fechado ao diálogo construtivo;
 5. Menospreza as idéias do próximo;
 6. Ao ser elogiado por quaisquer motivos, enche-se de uma satisfação presunçosa, como que se reafirmando na sua importância pessoal;
 7. Preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, dá demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal;
 8. Acha que todos os seus circundantes (familiares e amigos) devem girar em torno de si;
 9. Não admite se humilhar diante de ninguém, achando essa atitude um traço de fraqueza e falta de personalidade;
 10. Usa da ironia e do deboche para com o próximo nas ocasiões de contendas.

Compreendemos que o orgulhoso vive numa atmosfera ilusória, de destaque social ou intelectual, criando, assim, barreiras muito densas para penetrar na realidade do seu próprio interior. Na maioria dos casos o orgulho é um mecanismo de defesa para encobrir algum aspecto não aceito de ordem familiar, limitações da sua formação escolar-educacional, ou mesmo o resultado do seu próprio posicionamento diante da sociedade da imagem que escolheu para si mesmo, do papel que deseja desempenhar na vida de "status".

E preferível nos olharmos de frente, corajosamente, e lutar por nossa melhora, não naquilo que a sociedade estabeleceu, dentro dos limites transitórios dos bens materiais, mas nas aquisições interiores: os tesouros eternos que "a traça não come nem a ferrugem corrói! ".

Vaidade

"O homem, pois, em grande número de casos,é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria."  (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo V. Bem-aventurados os Aflitos. Causas Atuais das Aflições.)

A vaidade é decorrente do orgulho, e dele anda próxima. Destacamos adiante as suas facetas mais comuns:

1. Apresentação pessoal exuberante (no vestir, nos adornos usados, nos gestos afetados, no falai demasiado);
 2. Evidência de qualidades intelectuais, não poupando referências à própria pessoa, ou a algo que realiza;
 3. Esforço em realçar dotes físicos, culturais ou sociais com notória antipatia provocada aos demais;
 4. Intolerância para com aqueles cuja condição social ou intelectual é mais humilde, não evitando a eles referências desairosas;
 5. Aspiração a cargos ou posições de destaque que acentuem as referências respeitosas ou elogiosas à sua pessoa;
 6. Não reconhecimento de sua própria culpabilidade nas situações de descontentamento diante de infortúnios por que passa;
 7. Obstrução mental na capacidade de se auto-analisar, não aceitando suas possíveis falhas ou erros, culpando vagamente a sorte, a infelicidade imerecida, o azar.

A vaidade, sorrateiramente, está quase sempre presente dentro de nós. Dela os espíritos inferiores se servem para abrir caminhos às perturbações entre os próprios amigos e familiares. É muito sutil a manifestação da vaidade no nosso íntimo e não é pequeno o esforço que devemos desenvolver na vigilância, para não sermos vítimas daquelas influências que encontram apoio nesse nosso defeito. De alguma forma e de variada intensidade, contamos todos com uma parcela de vaidade, que pode estar se manifestando nas nossas motivações de algo a realizar, o que é certamente válido, até certo ponto. O perigo, no entanto, reside nos excessos e no desconhecimento das fronteiras entre os impulsos de idealismo, por amor a uma causa nobre, e os ímpetos de destaque pessoal, característicos da vaidade.

A vaidade, nas suas formas de apresentação, quer pela postura física, gestos estudados, retórica no falar, atitudes intempestivas, reações arrogantes, reflete, quase sempre, uma deformação de colocação do indivíduo, face aos valores pessoais que a sociedade estabeleceu. Isto é, a aparência, os gestos, o palavreado, quanto mais artificiais e exuberantes, mais chamam a atenção, e isso agrada o intérprete, satisfaz a sua necessidade pessoal de ser observado, comentado, "badalado". No íntimo, o protagonista reflete, naquela aparência toda, grande insegurança e acentuada carência de afeto que nele residem, oriundas de muitos fatores desencadeados na infância e na adolescência. Fixações de imagens que, quando criança, identificou em algumas pessoas aparentemente felizes, bem sucedidas, comentadas, admiradas, cujos gestos e maneiras de apresentação foram tomados como modelo a seguir.

O vaidoso o é, muitas vezes, sem perceber, e vive desempenhando um personagem que escolheu. No seu íntimo é sempre bem diferente daquele que aparenta, e, de alguma forma, essa dualidade lhe causa conflitos, pois sofre com tudo isso, sente necessidade de encontrar-se a si mesmo, embora às vezes sem saber como.

O mais prejudicial nisso tudo é que as fixações mentais nos personagens selecionados podem estabelecer e conduzir a enormes bloqueios do sentimento, levando as criaturas a assumirem um caráter endurecido, insensível, de atitudes frias e grosseiras. O Aprendiz do Evangelho terá aí um extraordinário campo de reflexão, de análise tranqüila, para aprofundar-se até as raízes que geraram aquelas deformações, ao mesmo tempo que precisa identificar suas características autênticas, o seu verdadeiro modo de ser, para então despir a roupagem teatral que utilizava e colocar­se amadurecidamente, assumindo todo o seu íntimo, com disposição de melhorar sempre.  

Fonte: Ney Prieto Peres, Blog do CELE, Facebook:  Pensamentos de André Luiz